Áureo Nogueira
A crise no sistema hospitalar de Londrina, que provocou a morte de duas pessoas esta semana por problemas de atendimento, está mobilizando a população. Moradores da zona sul reúnem-se hoje, às 14h30, na sede do Conselho Comunitário de Saúde daquela região (Consul), com a Comissão de Acompanhamento do Hospital da Zona Sul (HZS). De acordo com o presidente do Consul, Nelson Cardoso, a reunião vai discutir formas de pressionar o governo a melhorar o sistema de saúde da zona sul e da cidade.
‘‘Na reunião do Consul no início de maio, encaminhamos à Secretaria Estadual de Saúde, por intermédio da 17ª Regional, ofício requerendo informações sobre a destinação dos 200 mil dólares repassados ao Estado pelo Programa de Apoio a Projetos de Pesquisa na Saúde de Londrina (Prouni), financiado pela Fundação Kellogs, uma instituição norte-americana’’, enfatizou Cardoso. Segundo ele, os recursos devem ser utilizados na duplicação da capacidade do HZS. ‘‘Mas, lamentavelmente, ainda não obtivemos a resposta’’.
Ainda de acordo com Cardoso, o projeto arquitetônico da ampliação do HZS, de 30 para 60 leitos, já está pronto. ‘‘O Prouni repassou 200 mil dólares. Agora é a hora de o governo do Estado apresentar sua contrapartida e executar a obra’’, cobrou.
O Consul reivindica, ainda, a construção de mais um posto de saúde na região. No entendimento do Conselho Comunitário de Saúde, a implantação de outro Posto de Saúde com atendimento de 16 horas por dia, como o do Jardim União da Vitória, iria reduzir a demanda do HZS.
‘‘Lamentavelmente, o secretário de Saúde alegou que deve construir primeiro o PS da zona leste. Sabemos que a infra-estrutura de saúde está estrangulada em toda a cidade. Mas o município tem a responsabilidade de atender as necessidades da população na rede básica de saúde’’, completou o líder comunitário.

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