Conselho exclui 300 famílias do Bolsa-Escola
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O Conselho Municipal de Renda Mínima Bolsa-Escola de Cascavel determinou a exclusão de pouco mais de 300 famílias do programa federal. Entre as justificativas para a exclusão estão a inscrição mútua no Bolsa-Escola e no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), e a mudança de cidade por parte das famílias. Em Cascavel, os benefícios do Bolsa-Escola são destinados a 5.326 famílias.
Segundo o presidente do Conselho, Luiz Carlos Sorbara, após a realização de um amplo levantamento das famílias inscritas em programas sociais do governo federal, ficou constatado que 172 famílias do município estavam inscritas nos dois programas, o que não é permitido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), que coordena o Bolsa-Escola. ''As famílias foram informadas de que não poderiam se inscrever nos dois programas'', frisa.
Sorbara acrescenta que ficou constatado, ainda, que 130 famílias inscritas no programa social se mudaram de Cascavel, e por consequência, perderam o direito de receber o benefício. Ele ressalta que existem 3 mil famílias na lista de espera. Para preenchimento das 300 vagas será respeitada a ordem de cadastramentos. A exceção será para casos em que a Ação Social solicitar o benefício para famílias que vivem em ''condições subumanas''.
Além das famílias excluídas, outras 200 famílias foram suspensas temporariamente. O presidente do Conselho explicou que são famílias, cujas crianças cadastradas no programa não atingiram nos últimos meses a marca de 85% de presença em sala de aula, uma das exigências do MEC. Sobre o tempo de suspensão, ele explica que depende de quantos meses esse índice não foi atingido pelo aluno. ''Se foi em apenas um mês, sua suspensão será pelo mesmo período'', completa.
Para voltarem a receber o benefício, as famílias deverão comprovar junto ao Conselho que os alunos estão frequentando a escola normalmente.


