Não é de hoje que o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e a Secretaria Municipal de Assistência Social buscam a ajuda do Governo do Estado e do Ministério da Justiça para conseguir recursos ou algum outro meio de solucionar o caso dos meninos ameaçados de Londrina. ''A questão dos ameaçados está ligada à drogadicção, sabemos que existe uma demanda, mas é algo difícil de resolver a curto prazo'', disse a presidente do CMDCA, Camila Kauan Menezes.
A secretária municipal de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, disse que uma proposta de projeto, articulado pela Secretaria, já foi encaminhado por três vezes ao Governo do Estado. Segundo ela, o projeto foi feito nos moldes de um trabalho realizado com os menores ameaçados da capital mineira, Belo Horizonte. ''Nossas assistentes sociais foram até BH conhecer o trabalho de lá, onde há uma estrutura de atendimento aos menores ameaçados. Já é de longa data essa discussão. Chegamos a receber um comunicado de que eles estariam montando uma comissão para estudar o projeto, nada mais que isso'', disse.
Maria Luiza disse que em muitos casos o município conta com a ajuda da Comissão de Direitos Humanos (CDH), mas reforçou que ''nunca foi deixado de atender nenhuma criança ou adolescente''. ''Essa semana recebemos uma informação do Ministério da Justiça que uma verba de R$ 1 milhão estaria sendo destinada para tratar de assuntos dessa natureza. É uma informação nova, vamos verificar como é que estaremos fazendo. Além disso, a Secretaria está encaminhado, pela quarta vez, a proposta feita pelo município. A questão não é de competência municipal, mas por uma questão de humanidade, temos atendido os casos'', disse. (F.B.)

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