Os membros da sociedade civil que irão compor o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher serão escolhidos sábado, em Londrina. A eleição vai ocorrer durante a 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Mulher, que ocorre amanhã e sábado na Associação Médica (área central). No total, serão definidos 13 titulares (mais 13 suplentes), que representarão 50% dos conselheiros. A outra metade será de representantes do Poder Executivo e um do Legislativo.
A conferência está sendo organizada pela Secretaria Especial da Mulher, e também servirá para fixar as diretrizes gerais para uma política direcionada á mulher em Londrina. Amanhã à noite, haverá a palestra ‘‘Direitos Humanos: conquistas e desafios’’, com a socióloga Ligia Mendonça, e apresentações musicais com Neusa Pinheiro (violão e voz), Lia Cordoni (voz) e Marcos Santos (violão). As inscrições e o credenciamento poderão ser feitas no local.
A secretária Dora Barnabé, da Secretaria Especial da Mulher, diz que uma das funções do novo conselho será propor os programas de defesa dos direitos da mulher que serão aplicados em Londrina. Além disso, será um importante instrumento para a participação efetiva das organizações não-governamentais na definição, junto com o poder público, de políticas específicas para o setor.
A criação do conselho foi definida na lei 7.562, de outubro de 1998, proposta pelo Executivo Municipal e aprovada pela Câmara. Dora Barnabé aponta que os setores prioritários pré-definidos para a atuação do órgão são educação, saúde, comunicação, política e combate à pobreza e à violência.
Para a vereadora Elza Correia (sem partido), uma das fundadoras da Coordenadoria Especial da Mulher, a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher tem importância fundamental para promoção dos direitos femininos. ‘‘É mais democrático. Agora não só a secretaria vai decidir, mas também o conselho’’, aponta. Ela lembra que a idéia da criação do conselho surgiu em discussões dentro da Coordenadoria.
Para ela, a questão dos direitos da mulher avançou em Londrina, nos últimos anos, mas ainda há muitos problemas, sobretudo de violência e desrespeito. ‘‘Com a coordenadoria, pela primeira vez na história discutimos o problema como uma questão social, e não isolada. E a expectativa, com o conselho, é que avancemos ainda mais.’’
A promotora criminal Solange Vicentin, que atuou na Vara da Família, Infância e Juventude, recorda que, na época da promotoria, atendeu muitos casos de abuso, principalmente violência contra a mulher. ‘‘Em casos de violência, a mulher é sempre a maior vítima.’’
A posse do Conselho está marcada para o dia 8 de março, às 10 horas, no gabinete do prefeito. A eleição da diretoria da entidade será feita em seguida: qualquer conselheiro, indicado ou não pelo Executivo, pode ser escolhido presidente.

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