Ontem, durante todo o dia, o auditório da Associação Brasil Sokagakai Internacional (BSGI), área central de Londrina, sediou o encontro ''Fundo de Vale Conhecer e Preservar'', organizado pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma). O evento encerrou o primeiro ano de atividades do Consemma e estabeleceu metas para 2003.
Segundo Rudolf Erwin Hulsmeyer, membro da comissão executiva do conselho, o Consemma foi criado em 1991, mas só começou a atuar de forma efetiva no final de 2001. ''Nos fundos de vale, a população das invasões degrada os recursos ambientais do local, especialmente córregos, com lixo e despejo de dejetos. Como resultado, muitas regiões estão sendo atingidas pela esquistossomose e outras contaminações'', explica. Londrina tem atualmente 16 invasões instaladas em fundos de vale. De acordo com o Consemma, 60% das internações em hospitais e postos de saúde da cidade estão ligadas a problemas envolvendo água não-tratada.
Cerca de 90 pessoas participaram do encontro, que estabeleceu metas: algumas relativas a problemas que exigem resolução urgente, como a poluição do ribeirão Cambezinho, que desagua no lago Igapó, e um programa de recuperação de 42 minas d'água em Londrina, trabalho que será realizado junto à Secretaria do Meio Ambiente (Sema).
Outros objetivos acordados para 2003 foram a efetivação da Agenda 21 local, documento que estabelece comportamentos ambientais, a aprovação de um projeto de recuperação de nascentes e um plano de criação de um banco de dados de projetos ambientais desenvolvidos no município.
À tarde, um ônibus levou os participantes do encontro ao córrego Bom Retiro, na Vila Portuguesa (centro), onde existe uma invasão. ''A idéia foi mostrar in loco as questões levantadas no evento'', disse Maria Zanatta, membro do Consemma. Entre toda a sujeira, o que chamou a atenção dos visitantes foi um grande vazamento de esgoto, proveniente de uma boca de lobo, que poluía ainda mais o córrego.

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