Conselho debate política para casas de repouso
Lino Ramos
De Londrina
Representantes do Conselho Municipal de Assistência Social e técnicos da Vigilância Sanitária se reúnem hoje de manhã na Câmara de Vereadores de Londrina, para discutir uma política de ação para as casas de repouso instaladas no município.
Ontem as assistentes sociais Maria Ângela Santini e Rita de Cássia Lopes visitaram uma casa de repouso no Parque das Indústrias Leves, na zona sul de Londrina, onde constataram diversas irregularidades. Segundo Maria Ângela Santini, familiares denunciaram que estaria havendo maus tratos com os pacientes, porém foi constatado apenas que o local tem rampas muito inclinadas, falta de corrimão e camas desconfortáveis. É necessário que haja uma estratégia política para esses casos. É um serviço que precisa de qualidade, afirmou.
A Coordenadora de Produtos e Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária, Giane Zupellari, disse que a casa de Repouso já havia sido denunciada por abrigar pacientes portadores de doenças mentais e após sofrer um processo administrativo executou várias adequações, melhorando o espaço físico da residência e dispensando os portadores de doenças psiquiátricas. Giani disse ainda que a casa de repouso será submetida a uma nova vistoria para saber se está em condições de receber a licença sanitária de funcionamento.
O proprietário da casa, Jácomo Aldo Bombardi, 54 anos, negou as denúncias de maus tratos e disse que tem nove funcionários para cuidar de 34 pacientes. Demos entrada para conseguir o alvará e só falta a vigilância sanitária dar um parecer positivo. Essa denúncia não tem fundamento, garantiu. Para manter a unidade, Bombardi cobra de R$ 120 a R$ 150 de cada interno.
A coordenadora da Vigilância Sanitária calcula que londrina possui em torno de sete casas de repouso já inspecionadas e pelo menos mais cinco clandestinas. A gente sabe que existem mais, porém as pessoas fazem denúncias mas não nos fornecem o endereço, lamentou.





