Conselho de Trânsito recorre ao MP
Na opinião de Fabio Chagas Theophilo, presidente do Conselho Municipal de Trânsito, o monitoramento por radares não inibirá o excesso dos imprudentes nem evitará os acidentes. Para ele, o intuito da prefeitura é exclusivamente arrecadatório com benefício de terceiros. ''Além disso, os valores propostos na licitação são abusivos. Vamos gastar cerca de R$ 4,2 milhões/ano com o aluguel de 46 equipamentos alugados que, provavelmente, sairão do bolso dos motoristas'', argumentou.
Para impedir essa licitação, o Conselho impetrou uma representação no Ministério Público que, segundo Alvaro Grotti, também receberá uma cópia do edital. ''A manifestação da opinião é livre no Brasil e nós respeitamos esse direito. Porém, vamos prosseguir com o processo'', afirmou o diretor de Trânsito da CMTU ao garantir que o custo do serviço em Londrina será duas ou três vezes mais barato que em qualquer outra cidade que utiliza o mesmo sistema de fiscalização.
Segundo Theophilo, a educação é a forma mais garantida de mudar o comportamento no trânsito. Para auxiliá-la, ele acredita que as blitze são suficientes. (Betânia Rodrigues)





