O Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Londrina enviou ontem um ofício à Secretaria Estadual de Segurança Pública solicitando a renovação e o aumento da frota dos veículos usados pela Polícia Civil no município. No ofício, a entidade reclama do número insuficiente de viaturas e o péssimo estado de conservação da frota, que tem idade média de nove anos.
O conselho também reinvidicou uma intervenção política do prefeito Nedson Micheleti (PT) na questão. Os vereadores também serão convocados a participar da mobilização, segundo Artur Humberto Piancastelli, presidente do CCS, que reúne representantes de 50 entidades de todas as regiões da cidade.
Há quase uma década a Polícia Civil de Londrina não recebe um lote com veículos zero quilômetro. Hoje, são 26 carros, um ônibus e uma moto à disposição dos seis distritos da cidade. Deste número, 12 são carros locados que terão que ser devolvidos no fim do contrato. O delegado-chefe Gilson Garrett Algauer, da 10ª Subdivisão Policial, também pediu mais viaturas e já comunicou a situação precária da frota ao secretário José Tavares.
‘‘O ideal era trabalharmos com dois veículos novos em cada distrito. Hoje só temos um e nem todos estão à disposição. Atualmente, temos três veículos aguardando conserto, o que atrapalha nosso planejamento’’, afirmou Algauer.
Os policiais civis de Londrina estão de olho no lote de 200 veículos novos que foram repassados pelo governo federal ao Paraná. O repasse faz parte do Plano Nacional de Segurança Pública, lançado o ano passado em Brasília. Na primeira parcela, o Estado foi contemplado com cerca de R$ 15 milhões, entre outras coisas para compra de carros zero quilômetro.
Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública, os carros ainda não foram entregue pelo Ministério da Justiça. Até o final do mês deve começar a distribuição em todo o Estado. Em agosto, deve sair a segunda parcela da verba federal, mas o segundo lote de veículos deve ser entregue somente no final do ano. ‘‘Sabemos que são poucos carros e será uma disputa política acirrada para obtê-los. Temos que mostrar que Londrina precisa ser contemplada com um bom número de viaturas’’, disse o presidente do CCS.

mockup