Conselho de Saúde vai mover ação contra município e Estado
Conselho de Saúde
vai mover ação contra
município e Estado
Da Redação
O Conselho de Saúde da Região Sul de Londrina (Consul) vai entrar com uma ação popular contra o município de Londrina e o governo do Estado. A medida foi definida anteontem em reunião da Comissão de Acompanhamento do Hospital Eulalino de Andrade Vieira (Hospital Zona Sul). A comissão é responsável por acompanhar o HZS propondo, inclusive, alternativas para melhorar o atendimento à saúde. Membros da comissão reúnem-se nesta semana com o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, para definir os encaminhamentos necessários para a ação popular.
A princípio, a ação será no sentido de responsabilizar o governo do Estado pela morte de duas pessoas ocorridas nos últimos 15 dias por falta de estrutura e pela superlotação no HZS, além de solicitar a melhora do atendimento através da ampliação do hospital e contratação de funcionários. A ação também vai pedir, ao município, o aumento da oferta de profissionais e especialidades na rede de atendimento básico.
O presidente do Consul, Nelson Cardoso, afirmou que a medida se deve às mortes ocorridas por falta de atendimento ou atendimento precário no HZS. Os filhos de uma das vítimas, Luzia da Silva, participaram da reunião de anteontem. Nilson e Alexandre da Silva contaram que a mãe foi levada ao hospital e ficou muito tempo esperando pelo atendimento. Ela ficou três horas na fila. Talvez se tivesse sido atendida com rapidez não tivesse morrido, afirmou Alexandre. Não queremos indenização, apenas que a justiça seja feita e outras famílias não passem pelo que estamos passando, disse Nilson.
Cardoso lembrou que a situação de precariedade do HZS é antiga. A comunidade discute soluções há tempo mas nada é feito. No dia 8 de maio, lideranças e comunidade da Zona Sul reuniram-se para discutir os problemas do setor. Entre as autoridades, participaram o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e prefeito de Primeiro de Maio, Paulo Todero; a diretora da 17ª Regional de Saúde, Djamedes Garrido, e o secretário de saúde de Londrina Agajan Der Bedrossian. As medidas aprovadas na assembléia são paliativas. A ação popular deve responsabilizar o governo do Estado e o município já que é uma situação antiga. Se nada for feito, outras pessoas ainda morrerão, alertou Cardoso.
Djamedes Garrido informou ontem que vai se reunir com o secretário Bedrossian hoje pela manhã para discutir formas de tentar minimizar os problemas em toda a rede de saúde do município. Segundo ela, os problemas são sazonais, ou seja, acontecem todos os anos por causa do frio, que aumenta a demanda de atendimentos.





