O Conselho Municipal de Sa© úde reúne-se hoje com representantes do Hospital Universitário (HU) e da Secretaria Municipal de Saúde para discutir a viabilidade de se implantar no HU o atendimento especializado a portadores do HIV e de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), por meio de um hospital-dia. O encontro será no auditório da Vila da Sa© úde, às 19 horas.
Segundo a coordenadora da Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/HIV/Aids, Sueli Galhardi, a unidade de atendimento já está pronta há quase seis anos, com dez leitos equipados para adultos e crianças. ''O HU firmou convênio com o Ministério da Saúde em 97 e ficou com a contrapartida dos funcionários. Só que as administrações e governos mudaram, e, até agora, nada foi feito'', reclamou, baseada numa visita da Comissão às instalações em fevereiro passado. Conforme levantamento do grupo, seria necessária uma equipe mínima de dois médicos infectologistas, um enfermeiro, um assistente social, um psicólogo e um nutricionista.
Na reunião de hoje, os conselheiros discutem o parecer que a comissão técnica enviou a representantes do Governo Estadual e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o ofício-resposta encaminhado pelo HU e pela reitora Lygia Pupatto no dia 10 de junho. ''No documento, fala-se em ativar o hospital-dia a título de experiência, mas achamos que ele deve ser definitivo, pois há demanda'', defendeu a coordenadora. Esse tipo de atendimento, ela explica, é uma das formas de tratamento a portadores do HIV que não estão em situação grave, que mantêm vida social ativa e precisam apenas tomar medicamentos endovenosos para a prevenção de doenças oportunistas.
De acordo com Sueli, apesar já existir a unidade de internação do setor de Moléstias Infecciosas do HU a esses pacientes, ele está longe de ser o ideal. ''O portador de HIV tem baixa imunidade e precisa de isolamento, ou fica sujeito a pegar ou transmitir doenças infecciosas'', citou. E isso, ela conta, não está difícil de acontecer. ''Há portadores de HIV doentes que passam hoje o dia todo em pronto-socorros, onde há todo tipo de paciente'', alertou. Nesse caso, a adesão ao hospital-dia seria também preventiva. ''Nele, é feito um trabalho de adesão ao tratamento com os conquetéis de medicamentos retrovirais ao qual, sem o estímulo psicológico necessário, dificilmente o paciente responderia'', argumentou, para concluir: ''É economia para o governo, porque, se o doente se trata, deixa de ocupar um leito de hospital''.
O superintendente do HU, Francisco Eugênio Souza, não quis falar sobre o assunto.

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