O presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina, Celsino Marques de Azevedo, atribui à questão cultural o baixo número de mulheres atuando à frente das igrejas. Em Londrina, segundo ele, há cerca de 200 pastores. As mulheres representam menos de 10% do total de líderes religiosos. ‘‘Realmente não é comum elas ocuparem funções diretivas ou administrativas, mas isso está mudando’’, comenta o pastor.
Único órgão jurídico representantivo da comunidade evangélica local, o Conselho reúne 140 pastores e apenas 3 pastoras. Destas, somente Rosa Maria Valadão é titular. Outras duas atuam como auxiliares nas igrejas Sagradas Missões e Metodista.
Pastor Celsino admite que há segmentos da igreja evangélica que não aceitam a figura feminina à frente das atividades espirituais e administrativas. Ele prefere não citar as denominações. Em Londrina, a comunidade evangélica é formada por cerca de 70 mil fiéis.
O presidente do Conselho destaca que a Bíblia não limita o campo de atuação das mulheres. ‘‘Como essa função de pastor ou pastora é mais ligada ao espiritual, então a mulher pode exercê-la sem problemas’’, diz Celsino.
Segundo ele, algumas denominações concordam apenas que a mulher atue como auxiliar. ‘‘Cada denominação tem seu regulamento próprio, que trata da ordenação e consagração do pastor. A escolha é feita através de um concílio regional.’’

mockup