Conselho de Educação Física quer a 'posse'
De acordo com a Associação Internacional de Professores de Yoga do Brasil, em São Paulo, desde 1973 a classe briga para ser reconhecida como profissão pelo MEC. ''A prática da Yoga envolve a fé, por isso eles não regulamentam porque não se trata apenas de profissionalismo, mas de vocação também'', acredita a presidente da entidade Ana Ivanov, contando que a prática cresce bastante no Nordeste e que o Sul se destaca por reunir bons professores.
A entidade informa que o Conselho Federal de Educação Física reivindica a posse sobre a Yoga com a justificativa de que cabe à categoria trabalhar com tudo aquilo que movimenta o corpo. ''Estamos brigando pela regulamentação, mas isso é complicado porque a profissão ainda envolve meditação, respiração e outras séries de atribuições'', avalia Ivanov, dizendo que uma prática comum entre os professores da atividade é se registrar como profissional autônomo, para que sejam recolhidos os impostos e eles possam se aposentar.
''A profissão é livre e estamos tentando regulamentá-la. Já existe um projeto de lei que foi aprovado na Câmara, mas que o Senado não aprovou e já está tramitando há dois anos e meio. Existe muita oposição até porque a Educação Física quer puxar para si e coordenar as atividades no País que dizem respeito ao corpo'', disse Alberto Tinoco. ''Não acredito que isso vá acontecer porque a Yoga já tem articulação e brilho próprio capaz de criar um conselho federal. É uma luta e no fundo uma briga por mercado'', conclui ele.(F.G.)





