Conselho critica falta de ações que evitem violência contra mulher
Faltam políticas sociais para a mulher no Brasil. O Conselho Municipal da Condição Feminina, em Curitiba, está criando um banco de dados sobre a mulher que pode ajudar a mudar esta situação.
A presidente do conselho, a advogada Isabel Kugler Mendes, acredita que a compilação de informações sobre violência, emprego e política, entre outras, pode servir de subsídio para mostrar a necessidade de políticas dedicadas a mulheres.
Isabel afirma que hoje as ações são voltadas apenas para o menor, o deficiente e o idoso. Se a mulher tivesse a informação, a orientação e o apoio de que precisa, a criança estaria protegida, o excepcional seria atendido e o idoso também, já que ela é maternal até mesmo com os pais, diz.
O banco de dados também apontará os principais problemas enfrentados pelas mulheres. Hoje, o mais grave é a violência, que ocorre geralmente dentro da própria família. Segundo Isabel, é o alcoolismo a causa imediata da violência em 80% dos casos atendidos pelo conselho. Por trás disso, pode estar o desemprego ou a desagregação familiar.O homem desempregado sente-se humilhado e fica agressivo.
O conselho atende cerca de 15 mulheres por dia por causa da violência. A maioria está entre 20 e 40 anos. O conselho faz atendimento psicológico, social e jurídico.
Outro problema da mulher é o subemprego. Acredita-se que hoje 70% esteja nesta condição. As pessoas estão demitindo homens para contratar mulheres, que infelizmente chegam a ganhar até metade do salário do homem, diz Isabel.
Pesquisa - O perfil das mulheres curitibanas pode ser conhecido no próximo ano. O conselho pretende fazer uma pesquisa para traçar as características das mulheres da cidade. Isabel diz que as curitibanas não fogem muito do padrão brasileiro. Segundo ela, mais de 40% trabalham fora e, nas universidades, a competição com os homens é acirrada. (A.C.)





