Conselho consultivo destaca
cooperação com outros países
Criado para analisar trabalhos técnicos do Programa de Publicações e Divulgação do Paranacidade, o Conselho Consultivo Internacional recomendou a ampliação do diálogo com instituições e organismos públicos e privados e organizações não-governamentais do Brasil e do mundo. Presidido pelo diretor do Setor de Transportes, Abastecimento e Desenvolvimento Urbano do Banco Mundial, Anthony Pellegrini, o conselho esteve reunido em Curitiba em junho e recomendou também a definição de critérios para a assistência técnica prestada aos estados e países interessados no Paraná Urbano.
‘‘O Paranacidade tem sido muito bem sucedido em alcançar uma série de objetivos. Minha impressão é que deve continuar o que está fazendo porque o faz muito bem. O que surpreende é o fato de que há tão poucas instituições no mundo que fazem bem o seu trabalho e o Paranacidade é um estudo de caso para todos. A empresa não deve perder esse desempenho’’, disse Pellegrini. Ele desejou que o Paranacidade seja um centro mundial de pesquisa de desenvolvimento urbano. ‘‘No Paranacidade há um espírito e um grupo de valores que só existem quando há liderança. Com a liderança apropriada, pode-se avançar com um projeto como o Paraná Urbano, que trata de assuntos políticos e com distintos governos municipais’’, comentou.
De acordo com José Carlos Libânio, assessor para o Desenvolvimento Sustentado do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e membro do conselho, a instituição ‘‘vem colaborando desde a implementação do Paranacidade e está aberto a críticas e sugestões por parte da equipe da empresa, em busca do aperfeiçoamento. Acho que podemos aprender com as lições do passado recente e criar um novo modelo de cooperação. O PNUD está aberto para levar a experiência aqui desenvolvida para outros países da América Latina, África e Ásia, e até mesmo para os países acima da linha do Equador.’’
Para o economista sênior da Divisão Social do BID e também integrante do conselho internacional, Ricardo Riette, ‘‘o Paraná está na ponta e deve se manter na ponta nos programas de desenvolvimento urbano’’. O consultor Ira Lowry falou sobre a importância de se preservar o Fundo Estadual de Desenvolvimento Urbano para projetos futuros. ‘‘O fundo é uma das melhores formas que vi de financiar projetos aos municípios e a sua manutenção deve ser considerada uma prioridade para o governo do Paraná.’’
Na opinião do diretor da Faculdade de Arquitetura e Planejamento da Universidade de Ferrara, na Itália, Paolo Ceccarelli, ‘‘todos os esforços para dar aos governos locais uma maior capacidade de se tornarem autônomos, de tomarem decisões integradas, e não passo-a-passo ou seccionadas em diferentes áreas, são importantes’’.
Ceccarelli prega o fortalecimento do poder local: ‘‘entender os efeitos que essa escolha possa ter sob outros aspectos da vida local é um processo extremamente importante, porque há um aumento do nível de decisão, maior autonomia e, possivelmente, nos próximos anos, uma capacidade dessas cidades tornarem-se mais competitivas’’.

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