Conselho condena ação policial
Conselho condena ação policial
Mário CesarA mãe, grávida de cinco meses, e os irmãos do garoto Diego Bueno, atropelado no domingo à noite por um carro não identificado: indignaçãoPara o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto, o episódio envolvendo policiais militares e populares foi lamentável. Embora não tenha acompanhado de perto os fatos, Moratto disse que foi até a 10ª Subdivisão Policial de Londrina para dar assistência às 18 pessoas detidas. Pelo que eu ouvi as pessoas contarem, foi um absurdo, afirmou.
Segundo Moratto, o uso das balas de borracha é condenado por muitos técnicos. O fato deste tipo de bala não matar, não justifica o seu uso, assegurou. Para ele, a Polícia Militar deveria ter esgotado todos os recursos antes de partir para a agressão. O fato daquela manifestação ser espontânea, que eclodiu num momento de grande tensão emocional provocado pela morte do garoto, deveria ser levado em consideração, principalmente porque estão fazendo uma reivindicação justa, disse.
Para Moratto, este tipo de ação é totalmente condenável. Quando Londrina exige o fim da violência é o fim de todos os tipos de violência, não só aquela resultante da ação de marginais. Queremos o fim da violência policial, da violência contra a mulher, contra criança e no trânsito, explicou. Segundo ele, se o prefeito Antonio Belinati (PFL) tivesse ido até o local como os manifestantes pediam, muita violência poderia ter sido evitada.
O prefeito Antonio Belinati disse que não foi no local porque não ficou sabendo que sua presença estava sendo exigida. De acordo com ele, se tivesse sabido, teria ido até lá. E tenho certeza que poderia ter evitado muita coisa, lamentou. Para o prefeito, o episódio foi lamentável. Ele lembra que a reivindicação da população pela construção de uma passarela é antiga e a manifestação foi o desfecho de um estado emocional muito forte, explicou. Segundo Belinati, apesar de não ser da competência da prefeitura, o município vai construir uma passarela na região.
Por ser federal, a responsabilidade deveria ser do governo federal ou da Econorte, que cobra pedágio de quem trafega por ali. Mas, por uma questão de respeito por este povo, já autorizamos ao Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) fazer todos os estudos para a construção de mais duas passarelas, uma ali e outra também na BR-369, mas no trecho que divide os jardins Bandeirantes do Leonor, outro trecho perigoso, apontou.
Ontem também, os vereadores de Londrina repudiaram os atos de violência da PM. Para a vereadora Elza Correia (PMDB), as atitudes demonstram o total despreparo da cidade nas questões de segurança. Londrina está uma verdadeira terra sem lei, disse a vereadora. O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), também avaliou os incidentes: Houve um excesso no método utilizado pela PM. Temos que coibir isso e cobrar do governo estadual medidas para que atos iguais a este não voltem a acontecer, refutou.





