Conselho cobra bancos exclusivos para idosos
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
''Os jovens de hoje não respeitam ninguém. Na minha época, todo mundo respeitava os idosos e dava lugar para sentar no ônibus.'' A queixa do aposentado Oliveira Pateus de França, 55 anos, é fácil de ser constatada por quem usa o transporte coletivo em Londrina. E é com o intuito de evitar injustiças como essa que o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso está solicitando mudanças na reserva de bancos para quem já passou dos 60 anos.
A presidente do conselho, Rita de Cássia Lopes, explicou que 10% dos assentos são reservados para idosos, gestantes e deficientes físicos. A legislação, no entanto, prevê que esses espaços deveriam ser exclusivamente dos idosos.
A entidade encaminhou ofício solicitando mudanças nos adesivos que indicam a reserva. O diretor de Transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Wilson dos Santos de Jesus, disse que as adequações deverão ser feitas. ''A Companhia trabalha com a tese da inclusão. Vamos fazer com que isso seja cumprido'', declarou.
Wilson de Jesus, porém, advertiu que gostaria que os passageiros respeitassem e dessem preferência aos idosos, independentemente de avisos. O desejo é compartilhado pelo aposentado Olivaldo Brito Coutinho, 69. Mas ele lamenta que a realidade esteja tão longe do ideal. ''Hoje, os jovens podem ver um idoso caído e não ajudam. São capazes de atropelá-lo. É uma falta de educação'', criticou. Criado na Zona Rural, Coutinho diz que o problema é mais grave nos ônibus usados por grupos de estudantes. ''Eles não dão o lugar, dizem que estão cansados. Esses ônibus são verdadeiras calamidades'', acrescentou.
Para Rita de Cássia, uma das saídas é a capacitação de motoristas e cobradores para lidar de modo adequado com quem já passou dos 60 anos. ''Acho que todos os assentos deveriam ser preferencialmente para os idosos. Até porque os lugares para sentar não são a única dificuldade dos idosos no transporte coletivo. Os degraus altos também são um problema'', aponta. O diretor da CMTU garantiu que os motoristas e cobradores do transporte coletivo passam por treinamentos periódicos.


