Conselho anuncia 'trégua' com Estado
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segunda-feira, 05 de abril de 1999
Áureo Nogueira 
Membros do Conselho Municipal de Segurança de Londrina e representantes de entidades comunitárias decidiram estabelecer uma trégua com o governo do Estado. O entendimento aconteceu ontem à tarde, em reunião realizada na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), com o coordenador-geral dos Conselhos Comunitários de Segurança, João de Deus Motta Júnior, e o assessor do Secretário de Segurança Pública, Juris Ferreira Santos. Mas o Conselho Municipal não desistiu da ação civil pública para exigir do secretário Cândido Martins de Oliveira e do governador Jaime Lerner o cumprimento das obrigações na área da segurança pública.
Também participaram do encontro o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, o subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Manoel da Cruz Neto, o médico-chefe do Instituto Médico-Legal (IML), Antônio Carlos de Queiroz, o presidente e o vice-presidente da Comissão de Segurança da Câmara de Vereadores, Beto Scaff e Salvador Francisco, respectivamente, além de representantes de outras entidades locais.
Apesar do clima de cordialidade - diferentemente da última reunião com o próprio secretário Cândido de Oliveira - os representantes do governo do Estado não apresentaram nenhuma solução imediata. Nem mesmo para as principais reivindicações da comunidade, como a conclusão das obras da Cadeia Pública e aumento do número de policiais civis.
Motta Júnior e Juris Santos se limitaram a apresentar os projetos do Estado para a segurança pública (ver texto abaixo) e destacar que participaram da reunião como forma de demonstrar que o governo está aberto às reivindicações comunitárias. Aproveitando a estada, vão acompanhar os trabalhos da Polícia Comunitária - projeto piloto já implantado em dois bairros de Londrina e ainda em Ponta Grossa e Curitiba.
Quanto ao atendimento das prioridades definidas pelo Conselho Comunitário de Segurança, os representantes do governo disseram que a decisão de contratar os recém-aprovados no concurso da Polícia Civil (investigadores e escrivães) e concluir as obras da Cadeia depende da liberação de recursos pelo Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe).
Apesar do não-atendimento à pauta de reivindicações, com 19 itens, apresentada ao secretário de Segurança e ao governador há mais de um ano, o presidente do Conselho Comunitário disse que a reunião foi importante para estabelecer um canal de diálogo com o Estado. Londrina quer a unidade, mas é necessário que a corte nos ouça com intenção de resolver nossos problemas, disse Jorge Coimbra.
O presidente do Conselho afirmou que é necessário o governo estabelecer um calendário para o atendimento das principais reivindicações. Somente depois disso poderíamos desistir da ação civil pública, afirmou.


