Conselho alega que precisa conter dívida
O presidente do Conselho de Saúde de Maringá, Carlos Roberto Rodrigues, afirmou ontem que a decisão de suspender o atendimento aos pacientes de fora foi a única alternativa para conter o crescimento da dívida a níveis insuportáveis. Ele diz que Maringá não tem como arcar com os custos para o tratamento de oncologia realizado na cidade desde 2001.
Rodrigues explica que desde o credenciamento do Hospital do Câncer de Maringá como referência para o tratamento de oncologia da região, a cidade vem atendendo uma população de 1,6 milhão de pessoas por mês. Recebe do SUS para a oncologia R$ 295 mil por mês, mas os custos dos serviços são de aproximadamente R$ 700 mil por mês.
Conforme Rodrigues, há dois anos o Conselho Municipal de Saúde vem solicitando a revisão do teto financeiro para os serviços de oncologia e alertando para o déficit de Maringá. Ele explica, que a partir de 2001, quando Maringá foi credenciada para oferecer os serviços, o município recebia R$ 28 mil por mês. Com muita discussão, houve uma aumento para R$ 128 mil mensal e recentemente para R$ 295 mil. Segundo ele, Londrina, que também é referência no Estado para tratamento de oncologia, atende uma população de 800 mil pessoas e recebe um teto de R$ 1,5 milhão.
De acordo com Rodrigues, a expectativa é de que o problema seja mais uma vez discutido e solucionado na próxima reunião da bipartite comissão interestadual de gestores com participação de representantes da Secretaria de Saúde do Estado e secretários municipais de saúde - que está marcada para o dia 25, em Curitiba. Segundo ele, se não houver uma alternativa, Maringá deverá abrir mão da gestão plena da saúde pública. ''Na gestão plena participam o governo do Estado, o governo federal e o município, agora não dá para continuar assumindo esta responsabilidade sem recursos'', desabafa.





