Um comissão formada por membros do Conselho Municipal de Saúde deve acompanhar as ações da administração do Hospital Evangélico (HE) de Londrina para conter a crise financeira da instituição. O grupo foi formado anteontem, durante uma reunião entre membros do conselho e três integrantes do comitê gestor do hospital. Desde janeiro, segundo o Sindicato dos Empregados do setor (SinSaúde), mais de 100 funcionários já foram demitidos.
Preocupado com o comprometimento dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Municipal de Saúde sugeriu que o hospital seja transparente em todas suas ações. Segundo a diretora executiva da Secretaria de Sa© úde, Margareth Simth, os gestores afirmaram que não haverá prejuízo e que, se necessário, serão estudados alguns remanejamentos de funcionários. Margareth também informou que o hospital está fazendo um estudo para diagnosticar as causas da crise.
De acordo com a diretora executiva da secretaria, os atendimentos do SUS representam cerca de 20% da receita do HE, percentagem que ela julgou incapaz de solucionar o problema. Contudo, Margareth ressaltou que a prefeitura já pediu uma nova classificação do hospital, como de importância regional, já que é um dos únicos com serviços de média e alta complexidades. ''Com a mudança, o HE passaria a receber R$ 270,00 pela diária de um leito de UTI. Sendo que hoje esse repasse é de R$ 90 reais por leito''. Esta mudança, segundo Margareth, cabe a Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde.

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