Conselheiras acusadas de vender bebê são inocentadas
James Alberti
De Curitiba
O delegado Harry Herbert, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), deu parecer inocentando as conselheiras Doraline Lurdes Rosa Benato e Rosalina Peixoto Ribeiro, do Conselho Tutelar de Itaperuçu, Região Metropolitana de Curitiba. As duas foram acusadas em maio deste ano de intermediar a venda de uma menina para um casal de descendência chinesa.
No relatório que mandou para a Justiça de Itaperuçu, Herbert afirmou que não encontrou nas investigações nenhum elemento que pudesse comprovar o envolvimento das conselheiras no caso. No decorrer das diligências não se pôde provar o contido na denúncia, disse.
A denúncia havia sido feita pela mãe da criança, a dona de casa Ledi do Rocio de Castro, 33 anos. A bebê nasceu no dia 21 de abril deste ano e foi levado quando Ledi ainda estava no hospital. A dona de casa tinha dito que as conselheiras a tinham forçado a entregar o bebê, ameaçando processá-la caso se recusasse. Em troca do filho, elas teriam pago R$ 400,00 e dado R$ 100,00 e cestas básicas durante dois meses. O pagamento seria feito até o sexto mês, mas a criança foi entregue antes.
As conselheiras negaram o crime e disseram que tinham apenas ajudado Ledi, que quis doar a criança. O delegado acredita na versão das conselheiras. Para ele, Ledi se arrependeu e inventou a história para reaver a filha.





