Conseguir vaga é um alívio
Dorico da SilvaA auxiliar Nina Máximo com a filha Kênia: espera de oito mesesQuem fica aguardando ser chamado para o atendimento já se acostumou a esperar. ‘‘Quando ligam para casa falando que seremos atendidos, é um alívio. É a mesma coisa que ganhar uma medalha’’, afirma a auxiliar de enfermagem Nina Máximo, que veio ao Centro Odontológico Universitário do Norte do Paraná (Counp), pertencente à Universidade Estadual de Londrina, em busca de tratamento ortodôntico para a sua filha Kênia, de 9 anos.
Nina estava sendo atendida pela primeira vez. ‘‘Fazia dois anos que eu esperava abrir as inscrições para o tratamento. Quando abriu, fui correndo’’, revela. A auxiliar cadastrou o nome da filha em novembro do ano passado e foi atendida somente oito meses depois, em julho. ‘‘Não tenho condições para pagar o serviço. É muito caro.’’ Nina chegou a procurar um Posto de Saúde, mas ouviu que ‘‘não seria possível’’ tratar a criança. ‘‘Se tivesse um tratamento como esse aqui do Counp lá no posto seria uma maravilha.’’
Outra que veio à procura de um tratamento para o filho Vinicius, de 8 anos, foi a dona de casa Maria Nilza. ‘‘Estou na espera há três meses aqui’’, diz. Maria Nilza também passou antes pelo Posto de Saúde e não recebeu o tratamento. ‘‘Era necessário um Raio X e lá não tem’’, falou a dona de casa.
Maria de Fátima Marques Mendes veio do distrito de São Luís trazer o filho Everson pela primeira vez. ‘‘Nosso Posto de Saúde ainda não foi inaugurado. Quero ver se consigo um aparelho para meu filho aqui.’’ (M.D.B.)

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