Conseguir poda de árvore é tarefa difícil na Cidade
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Lúcio Horta Londrina 
Mário CesarEspera sem fimAntônio da Silva: Moro neste local há 8 anos e a AMA nunca veio aqui fazer a poda das árvoresLigações, requerimentos, visitas pessoais, reclamações na imprensa. Tudo isso não foi suficiente para que o contramestre Antônio da Silva, morador do jardim Monte Carlo (zona sul), conseguisse a poda ou remoção de duas árvores na rua Domingos Marroni, quase em frente à sua casa. Segundo ele, o máximo que recebeu até agora foram respostas evasivas da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), dizendo que não tinha como prever a data da poda. Uma das árvores, além de grande, cresceu inclinada para o lado da rua e o contramestre teme que ela caia, atingindo carros, fios de alta tensão, ou até mesmo as crianças que costumam brincar no local.
Eu estou revoltado. Moro neste local há oito anos e a AMA nunca veio aqui fazer a poda, apenas a Copel. Nem mesmo depois que a Folha deu matéria, falando do problema, teve solução. Se ficar assim pode até ocorrer uma tragédia, diz. E radicaliza: Está provado que a incompetência faz parte desta administração, pois se sete meses atrás havia problema por falta de pessoal e esse problema continua, para onde está indo o dinheiro do nosso imposto? Para pagar pessoal é que não é, porque o serviço não está sendo feito.
O problema das árvores já chegou até a Câmara de Londrina. Somente na sessão de ontem foram votados 11 requerimentos - de seis vereadores - pedindo poda ou remoção. Um deles, de número 3798/97, reitera ofício de 21 de outubro solicitando poda de árvores na rua Atílio Vidotti, conjunto José Maurício Barroso (zona norte).
O diretor técnico da AMA, Júlio Bittencourt, responsável pelo setor que trata de podas e remoções, estava viajando e não foi encontrado ontem para entrevistas. O diretor-presidente da Autarquia, Nelson Kohatsu, diz estranhar a demora no atendimento ao contramestre e afirmou que iria solicitar pessoalmente o serviço. Desta vez não passa, garantiu. Kohatsu observa, no entanto, que a demanda para este tipo de serviço é muito grande e seria impossível atender todo mundo de uma hora para outra. Mas isso não quer dizer que não estamos executando o serviço.
O diretor-presidente da AMA lembra que uma das alternativas para diminuir o problema está na regulamentação de uma lei - aprovada na Câmara e sancionada pelo Executivo Municipal - permitindo às empresas credenciadas a execução do serviço de poda e remoção. Esse serviço seria solicitado e pago pelo próprio morador, em casos de urgência, depois que a AMA autorizasse. Para regulamentação, falta apenas definir a tabela de preços.
Além disso, há também uma comissão trabalhando na formação do Plano de Arborização de Vias Públicas e Áreas Verdes de Londrina. Além da AMA, fazem parte do grupo representantes do Iapar, UEL, Copel, Sanepar e outras entidades. Mesmo sem o plano definido, a AMA já começou a realizar substituições de árvores no centro da Cidade que são impróprias, oferecem risco às pessoas e à fiação elétrica.


