Um dos ex-alunos do cursinho da UEL que teve aprovação no vestibular é Erik Alvaro Fernandes, 20 anos. Feliz da vida com a ''careca'', Erik diz que a vida dele mudou: ''As pessoas me encaram de um jeito diferente, me olham com outros olhos e eu consegui realizar um sonho; agora sou universitário'', diz ele.
Filho mais velho, ele passou a sustentar a família quando o pai morreu. Erik já tinha tentado vestibular para engenharia elétrica. Foi quando percebeu que precisava do cursinho: ''Fiz colegial numa escola pública perto de casa e quando prestei vestibular da primeira vez desanimei porque vi que era muito difícil eu conseguir passar'', admite.
Esse é um outro diferencial do cursinho da UEL: além de ser gratuito, os professores estão preparados para ensinar alunos que têm uma série de dificuldades: ''Nós começamos alfabetizando e ensinando as quatro operações. Nosso desafio é muito maior do que simplesmente fazer os alunos decorarem macetes'', relata Terezinha Vilela de Magalhães, coordenadora geral do cursinho.
Erik concorda e elogia o esforço dos professores: ''Tudo que eu deveria ter aprendido no colégio só fui aprender no cursinho. Os professores sabem da dificuldade que a gente tem e dão as matérias num ritmo mais lento, explicando quantas vezes a gente precisar''. Aprovado em matemática na UEL, Erik nem começou o curso mas já faz planos para o futuro: ''Eu posso trabalhar em várias áreas mas quero fazer alguma coisa com computação. Minha vida já mudou e eu sei que vai melhorar ainda mais''.

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