Conscientização e
trabalho voluntário
O Projeto Recriar, que está organizando a Primeira Jornada Paranaense da Família e Adoção é uma Organização Não Governamental (Ong), formada por voluntários, que tem por objetivo prevenir o abandono de crianças através de um trabalho de divulgação e apoio à adoção. Entre os voluntários estão psicólogos, advogados, médicos, e outras pessoas que trabalham com crianças e se tornaram especialistas em adoções.
A Ong quer estimular, principalmente, a adoção de crianças especiais, negras, adolescentes, ou portadoras de Aids. De acordo com a criadora do projeto Lúcia Milazzo, a adoção de crianças maiores ou com deficiência são mais difíceis. ‘‘Geralmente as pessoas preferem adotar recém-nascidos sadios’’, disse.
Normalmente, os casais que procuram a adoção legal pensam que não têm estrutura para cuidar de crianças que não sejam sadias. Este é um dos preconceitos que o Projeto Recriar quer acabar. Para isto, aposta na conscientização. Além de debates e discussões públicas sobre a adoção, como o que está sendo organizado em Curitiba, segundo Milazzo, também são feitas reuniões mensais com o intuito de conscientizar as pessoas interessadas sobre o que eles chamam de ‘‘adoação necessária’’.
Nessas reuniões algumas pessoas que adotaram crianças maiores ou com necessidades especiais dão depoimentos sobre a mudança na vida da família depois da adoção. Outro importante divulgador das ‘‘adoções necessárias’’ é o jornal mensal Criando Idéias. O jornal é distribuído a toda comunidade e já influenciou muitos pais a adotarem crianças especiais. Este projeto, que existe há três anos, auxilia as Varas de Adoção dos Juizados da Infância e da Juventude.

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