Projetos de conscientização da população foram citados tanto pelo IAP quanto pela Sanepar como parte das soluções para a poluição no Ribeirão Quati. Além de terem baixo custo, atribuem aos cidadãos a responsabilidade sobre a sujeira, devido à má utilização das redes pluviais e de esgoto e do despejo de lixo nos fundos de vale.
Algumas iniciativas, no entanto, mostram que parte da responsabilidade já está sendo assumida pelo povo. Na manhã de ontem, por exemplo, o Movimento pela Nascente da Bacia do Ribeirão Quati promoveu a plantio de 200 mudas de árvores nativas em um pequeno trecho da margem do rio, no Jardim Coliseu (Zona Oeste), em frente à rua Josefa Corrado.
''Pretendemos chamar a atenção da Sanepar para que ela revise a rede de esgotos da região, que abrange 23 bairros, e da própria população, que tem que parar de jogar lixo no vale'', explicou o coordenador do movimento, Lucindo Carli Loures, citando o aposentado Daniel Gil, morador da região, como um exemplo de respeito ao meio ambiente. ''Ele fez uma horta na margem do rio e cede gratuitamente a produção para os vizinhos. Merece um prêmio'', disse.
Gil, que cultiva a horta de 200 metros quadrados há dois anos, explicou que sempre trabalhou com terra, o que o incentivou a plantar hortaliças. ''Tem arroz, abobrinha, pepino, feijão, cebola... um monte de coisas'', enumerou.
Da mesma forma, o motorista Darci Gomes aproveita o terreno em frente da residência onde mora. ''Cultivo a horta há seis anos e até diminuiu a quantidade de insetos e o mau cheiro na região'', descreveu.
Segundo o gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, a empresa mantém um programa de despoluição ambiental em funcionamento desde o início de novembro. ''Orientamos a população a fazer o uso racional da rede de esgoto, sem despejo de lixo ou de água de rede pluvial'', explicou. Quanto ao esgoto, Bahls afirmou que há projetos para ampliação da rede nos jardins Santa Rita e Cabo Frio a partir do ano que vem.

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