Rolândia - Basta colocar uma ideia em prática para a comunidade começar a fazer a diferença na vida do município. E com uma turma de alunos de nove e dez anos, da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Rolândia (Norte), não foi diferente. A partir da iniciativa de uma professora, funcionários e alunos deram início a um projeto ambiental que vem ganhando força e adeptos em toda a cidade. É o ''Agrinho - Eletro Ocultando o Meio Ambiente'', que pretende recolher lixo eletrônico e dar uma destinação correta.
Segundo a professora que idealizou o projeto, Sueli Festi Braga, tudo começou de forma despretensiosa. ''Depois de pesquisarmos com os alunos sobre o meio ambiente, fomos a campo observar como tudo isso acontecia de verdade. Pudemos ver várias atitudes de derespeito como os mais variados lixos. Mas o mais assustador foi ver equipamentos como televisão, computador e até máquina de lavar descartados'', lembra Sueli.
Com isso, uma campanha interna na instituição recolheu objetos que em pouco tempo lotaram uma sala. ''Levamos tudo à Secretaria de Agricultura e Meio ambiente e lá, mais uma vez, vislumbramos a possibilidade de estender o projeto'', explica Sueli.
Como na cidade não há nenhum ponto de coleta, muito menos um local para destinar esse tipo de lixo, uma parceria foi feita. Agora, a secretaria vai disponibilizar um galpão para que a população tenha onde levar ''tudo que liga na tomada'' e não tem mais utilidade para levar a uma empresa licenciada. ''Estamos pensando também na possibilidade de ter um serviço itinerante'', afirmou o secretário Waldiceu Verri.
Cidadania
Em uma caminhada pela cidade, os alunos foram de porta em porta convidar comerciantes para participar de uma palestra, que será realizada hoje, para divulgar a iniciativa e recolher o lixo. Para Cláudio Barros, proprietário de uma loja de consertos de eletrônicos, um local para destinar esses objetos é que faltava na cidade. ''Muitos clientes acabam deixando os aparelhos aqui porque acham que não compensa consertar devido ao valor. Com isso, acumulo muito coisa que não tenho para onde levar'', aponta.
Da mesma opinião compartilha o proprietário de uma empresa que desenvolve software, Yuri Inez. ''Hoje, existe uma política para o lixo comum e hospitalar. Mas o lixo eletrônico é uma realidade. O projeto além de envolver os alunos, trazendo noções de cidadania, traz benefícios a toda a comunidade. Espero que a ideia seja levada a outras cidades'', diz.
Serviço: - Palestra ''Você tem lixo?'' será realizado hoje, às 20 horas, no Centro Cultural Nanuk. Mais informações pelo fone (43) 3256-1071

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