Iden­ti­fi­car os pro­ble­mas do trân­si­to de Lon­dri­na é fá­cil. Per­gun­te a qual­quer mo­to­ris­ta e a res­pos­ta es­ta­rá na pon­ta da lín­gua: ex­ces­so de car­ros, ­vias es­trei­tas, se­má­fo­ros an­ti­gos que não per­mi­tem a ins­ta­la­ção da on­da ver­de, con­du­to­res que se com­por­tam co­mo se fos­sem os ‘‘­donos’’ da rua. As so­lu­ções, po­rém, são de­mo­ra­das. Sem re­mé­dio a cur­to pra­zo, a al­ter­na­ti­va, se­gun­do es­pe­cia­lis­tas, é es­tar bem pre­pa­ra­do pa­ra a ta­re­fa de di­ri­gir, que es­tá ca­da dia ­mais ár­dua.
  A psi­có­lo­ga lon­dri­nen­se Fer­nan­da Bran­dão Gon­çal­ves ob­ser­va que a in­di­vi­dua­li­da­de, a fal­ta de to­le­rân­cia e a fal­ta de res­pei­to às re­gras que im­pe­ram na so­cie­da­de ­atual se re­fle­tem no trân­si­to, daí a ne­ces­si­da­de de os ­pais es­ta­rem aler­tas pa­ra com­por­ta­men­tos co­mo es­tes dian­te dos fi­lhos. Pa­ra ela, a ‘‘pa­la­vra ­mágica’’ ca­paz de tor­nar a dis­pu­ta por es­pa­ço nas ­ruas me­nos caó­ti­ca é res­pei­to. ‘‘É pre­ci­so ter res­pei­to pe­las ­leis de trân­si­to, pe­lo ou­tro e pe­lo es­pa­ço do ou­tro.’’ Ter hu­mil­da­de pa­ra ad­mi­tir os pró­prios er­ros e cons­ciên­cia do im­pac­to dos ­seus ­atos so­bre o ou­tro mo­to­ris­ta tam­bém aju­dam mui­to, se­gun­do Fer­nan­da.


● A frota de veículos em Londrina está estimada em aproximadamente 240 mil veículos; no Brasil, já são 34,5 milhões de carros, dois para cada 11 habitantes


● Também conhecidos popularmente como sinal, sinaleira e farol, permitem alternar o direito de passagem entre veículos e pedestres. Em 10 de dezembro de 1868 foi colocado o primeiro semáforo no exterior do parlamento britânico em Westminster, em Londres

mockup