A formação oferecida pelo curso disponibilizou a profissionais como a professora Maria Helena Américo ferramentas para lidar com situações comuns no dia-a-dia de escolas públicas. Dando aulas de história no Colégio Estadual Vicente Rijo (Área Central), Maria Helena já teve como alunos crianças vítimas de violência sexual e adolescentes homossexuais.
''Inicialmente fiquei preocupada por ter medo de não saber como tratar jovens com essas histórias. Mas o curso me ensinou que as vítimas de violência, por exemplo, continuam a ser crianças, e é assim que elas devem ser tratadas'', explicou a professora.
Situações como esta são narradas constantemente pelos participantes do curso do Gees, o que, inclusive, rendeu à professora Mary Neide um livro, ''Educação Sexual no Dia-a-Dia'', publicado recentemente e que já está chegando à segunda edição. O livro, escrito com base nas experiências de profissionais de educação, foi inspirado nas histórias da última turma a participar do projeto, concluído no início de dezembro.
Além da professora Maria Helena, da última turma também participaram as pedagogas Terezinha Mendes e Elaine Cavenaghi Modesto e a assistente social Berenice de Fátima Veiga. Um conto escrito por Terezinha foi o ponto de partida para o livro. ''Contei a estória de uma menina de 14 anos que já estava prostituída. Acho que é bem próximo da realidade que encontramos nas escolas'', afirma.
''Lidar com pessoas em situação de vulnerabilidade social exige atualização constante, e é o que presenciamos na nossa profissão'', conta a assistente social Berenice. ''Com o curso, aprendemos a nos sair bem de situações constrangedoras e até a usar piadinhas normalmente associadas à sexualidade para contextualizar um ensinamento. Os alunos ganham confiança nos professores e isso ajuda até no relacionamento dentro das salas de aula'', garante Elaine. (A.M.)

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