Quando o major Sérgio Dalbem resolveu prestar vestibular para o curso de Direito, não estava pensando em seguir carreira na advocacia depois de se aposentar. Nem tão pouco em prestar algum concurso público. ''Na carreira policial os conhecimentos em Direito são essenciais, então eu resolvi me aprofundar no assunto'', explica.
Assim, por mais que lhe fosse permitido, o major nem sequer prestou o exame da OAB depois de se formar. Agora que está prestes a se aposentar, Dalbem pretende continuar estudando sobre o assunto, mas a advocacia continua longe de seus planos. ''Fiz pós-graduação em administração policial e, no momento, estou fazendo uma pós em Direito Penal e Processual Penal. Futuramente, quero seguir como pesquisador da área de segurança pública'', informa.
Segundo Dalbem, a disciplina é ministrada no curso de formação policial, mas de forma mais restrita à atividade. ''A faculdade me ajudou, inclusive, a identificar falhas no trabalho policial'', revela, relatando que em muitos casos o marginal alega falha de formalidade na atuação policial (como não ter um mandado de busca e apreensão após as 18 horas ou não informar os direitos), para se esquivar de uma punição. Além de influir no dia-a-dia de seu trabalho, ele afirma que a graduação ainda contribuiu para que fosse promovido. ''O serviço público de forma geral recompensa a graduação e o aperfeiçoamento profissional.''
Outra vantagem apresentada pelo major foi o fato de o curso permitir uma maior atualização em relação às mudanças na área. ''Os conhecimentos adquiridos no curso são úteis até no dia-a-dia, como na hora de assinar um contrato, ou em relação aos direitos do consumidor'', destaca. (A.I.)

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