Conhecidos de Indinho não aceitam sua prisão
A prisão de Claudinei Gonçalves, 27 anos, ocorrido anteontem, pegou de surpresa os funcionários da Diagnocenter, localizado na rua Cambará (área central de Londrina). Acusado de roubo, Claudinei estava foragido desde 1996 e trabalhava como flanelinha nas proximidades do Centro de Diagnóstico.
Hoje (ontem) de manhã já sentimos a falta dele porque ele é muito solícito e educado, afirma a supervisora de Serviços da Diagnocenter, Silvia Marlene de Souza. Segundo ela, no tempo que Claudinei, conhecido como Indinho, trabalhou na rua, nunca criou problemas. Se a pessoa não colaborava, ele não insistia em pedir dinheiro, observa. Além disso, ela informa que Indinho ajudava os pacientes a saírem dos veículos e a atravessar a rua.
O médico radiologista da Diagnocenter, José Isper, lembra que uma vez foi atender um caso de emergência e deixou o carro aberto. Ele ficou cuidando, relata. Eu não sei da vida dele antes de começar a trabalhar aqui, mas neste tempo, ele tem tido om comportamento exemplar. Todos têm um carinho grande por ele, afirma.
Silvia conta que foi procurada por pessoas que trabalham em uma casa comercial nas proximidades para falar do caso do Indinho. Eles queriam que a gente fizesse um abaixo-assinado a favor do Claudinei. Isso quer dizer que não somos só nos que estamos preocupadas com ele, observa.
Indinho foi preso em outubro de 96 por roubar uma bicicleta. Um mês depois, ele fugiu do 2º distrito policial (zona leste) e foi para casa, no jardim Santa Fé (zona leste), onde mora com a mulher e três filhos. Ele atuou na Frente de Trabalho da prefeitura por seis meses e depois começou a cuidar de carros na rua. A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima e anteontem de manhã prendeu Indinho quando ele saía de casa para ir trabalhar.Paulo WolfgangO fugitivo Claudinei Gonçalves estava trabalhando como flanelinhaLucilia Okamura





