O peão que quiser participar de rodeios no Paraná tem que frequentar escola e ser filiado a uma diretoria regional da Federação Paranaense de Rodeio, entidade que vai regulamentar uma lei aprovada em julho. A lei, do deputado estadual Kielse Crisóstomo (PFL), será debatida no Congresso Internacional de Rodeio, que será realizado em Maringá, de 17 a 22 de outubro.
‘‘Somos o primeiro Estado a ter uma lei específica para rodeios, que já desperta o interesse de todo o País’’, disse ontem o presidente da federação, Sinval da Silveira Pinto, que esteve em Maringá para divulgar o congresso. Pela lei, rodeio é esporte e peão é atleta. ‘‘Portanto, terá que se comportar como tal’’, afirma o dirigente.
Sinval diz que os peões que já participam do circuito podem se filiar sem problemas. Os que pretendem entrar na profissão terão que passar pela escola de formação de peões. As tropas também foram incluídas na lei. Uma comissão formada por profissionais ligados à Secretaria de Agricultura do Paraná vai fiscalizar os animais de rodeios.
A idéia básica da lei, diz Sinval, é coibir os rodeios irregulares. ‘‘São eventos sem estrutura, onde até o público corre risco de vida.’’ Os peões terão que pagar uma taxa de seguro e os organizadores também vão assegurar o evento. ‘‘Além disso, apenas animais legalizados serão permitidos’’, frisa.
O congresso em Maringá vai reunir peões e dirigentes do Brasil, Cuba, Canadá, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia.

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