Congresso tenta motivar professores
Érika Pelegrino
Os salários são baixos, faltam recursos técnicos, muitas vezes a estrutura física é precária, mas a motivação do professor pode reverter o atual quadro da educação pública no País. Esta é a idéia que o 3º Congresso Municipal de Educação pretende passar aos professores da rede municipal de ensino, que começou ontem e termina dia 9 no teatro do Colégio Marista, em Londrina.
No primeiro dia do congresso, o teatro estava lotado com cerca de 1.400 professores, segundo a presidente da comissão organizadora, Fátima Aparecida Erkmann de Carvalho Pereira. O secretário Municipal de Educação, José Dorival Perez, disse que o congresso tem dois objetivos: motivação e capacitação dos professores. Esta soma poderá melhorar ainda mais o ensino público municipal, acredita o secretário.
Segundo Perez, as dificuldades enfrentadas pela educação pública não oferecem obstáculo para a motivação dos professores. Quando a situação está às mil maravilhas, a pessoa se acomoda. É na diversidade e diante das dificuldades que o professor busca criatividade para contornar os problemas e acaba passando isso ao aluno.
Para falar sobre motivação aos professores que enfrentam as diversidades do ensino público, a comissão organizadora do congresso trouxe o presidente do Instituto Brasileiro de Marketing e Vendas, de Curitiba, Daniel Godri. Ele relacionou motivação à auto estima e criatividade, apelando para a credibilidade do professor perante o aluno. Uma reportagem da revista Época mostrou que o professor tem um nível de credibilidade diante do aluno de 85%. Para o aluno, o que a professora fala é lei.
Diante desta responsabilidade, Godri afirma que o professor motivado pode contornar com sucesso os problemas. O professor pode ter as melhores condições técnicas, os melhores recursos, mas sem amor e comprometimento não conseguirá bons resultados. Já se estiver motivado, mesmo que não tem os recursos e as técnicas, com criatividade encontrará uma forma de vencer estes obstáculos.
A professora Ana Paula de Araújo, que dá aula de 1ª à 4ª série para adultos e jovens na Escola Municipal José Gasparini, acha que a motivação não é problema. Eu gosto da minha profissão e busco fazer o melhor. O problema está nas dificuldades, que são muitas. Dou aula à noite para pessoas que trabalharam o dia todo. O difícil é conseguir manter estes alunos atentos e interessados, argumenta.





