Congresso reúne professores e alunos de ciências sociais
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quinta-feira, 28 de setembro de 2000
Carolina AvansiniDe Londrina 
Termina hoje em Londrina o 5º Congresso Estadual de Sociólogos e 1º Congresso Estadual de Ciências Sociais, cujas discussões privilegiam as alternativas profissionais possíveis para a categoria e o desenvolvimento da disciplina no Brasil. Cerca de 350 estudantes e professores do Paraná e interior de São Paulo participam do evento, que voltou a acontecer após 10 anos.
Ontem de manhã, o presidente da Federação Nacional dos Sociólogos, Lejeune Mato Grosso de Carvalho, fez uma palestra sobre o mercado de trabalho para a sociologia. Entre os setores em crescimento, ele destacou boas oportunidades nas áreas sindical, meio ambiente, reforma agrária e pesquisas de opinião e mercado, além da docência, que emprega o maior número de profissionais, atualmente.
O mercado tem se ampliado, mas é preciso que os professores e estudantes batalhem por novas opções. Quanto maior for o ambiente democrático no País, maiores serão as oportunidades, pois em uma sociedade autoritária não sobra espaço para humanistas, disse Carvalho. O Brasil possui 40 mil sociólogos e 15 mil estudantes em cerca de 60 cursos de ciências sociais, cinco deles no Paraná. Apenas 2 mil profissionais atuam na área acadêmica.
Outra batalha importante é tornar obrigatório o ensino de filosofia e sociologia no ensino médio. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) prevê que o aluno tem que terminar o curso com noções das duas disciplinas, mas um projeto de lei do deputado federal Padre Roque (PT/PR) propõe tornar as aulas obrigatórias.
Para Carvalho, a implantação das disciplinas é importante porque despertará nos alunos a consciência da cidadania. A maior oposição ao projeto vem das escolas particulares, mais preocupadas com a formação para o vestibular. A partir de 2002, a Universidade Estadual de Londrina vai incluir questões sobre sociologia e filosofia em seu teste seletivo.


