Silvana Leão
De Londrina
Os 60 estandes montados nos pavilhão de exposição do 1º Congresso Mundial de Odontologia, realizado de quarta-feira até ontem no Complexo Marista, em Londrina, comercializaram em torno de US$ 1 milhão durante os quatro dias do evento, promovido pela Associação Odontológica do Norte do Paraná. Ontem, os organizadores divulgaram os primeiros números do Congresso, que teve 4.012 inscrições. Vários conferencistas tiveram que repetir palestras para atender à grande procura. Materiais como pastas, anais, crachás e canetas também tiveram que ser providenciados de última hora.
‘‘Hoje é o último dia e, em vez de estar todo mundo estressado, estão todos felizes com os resultados’’, comemorava ontem de manhã o coordenador da comissão científica do congresso, Wilson Trevisan Júnior. Ele lembrou que todos os estandes foram vendidos e todos os cursos tiveram lotação plena. ‘‘Temos certeza de que toda a cidade, desde o comércio até a Prefeitura de Londrina, ganhou com este sucesso.’’
Para Trevisan, além do ineditismo do tema principal do congresso - odontologia na saúde pública - outros acontecimentos poucos comuns foram registrados nos últimos dias. Como exemplo, ele citou a presença de conferencistas fora do local do evento. Trevisan se referia às visitas feitas pelo assessor de saúde oral da Organização Mundial da Saúde, Oswaldo Ruiz, e a representante de Cuba, Margarita Lopez, a duas creches na zona sul. As visitas foram feitas por solicitação da reportagem da Folha, conforme matérias publicadas nas edições de ontem e anteontem no caderno Folha Cidades.
Apesar do sucesso, porém, a comissão organizadora não pensa em repetir a dose já no próximo ano. ‘‘Ainda vamos estudar melhor, mas provavelmente outro deste só daqui a dois ou três anos.’’
Renato Manttovanni, diretor da Degrau, empresa organizadora do evento, creditou os bons resultados ao tema escolhido. ‘‘Em todo o Brasil têm sido realizados muitos congressos, levando a uma queda na média de participantes. Aqui aconteceu justamente o contrário.’’ Segundo ele, todo o esforço foi feito para cativar os participantes. ‘‘Até bombons com cartões de boas-vindas nós colocamos nas camas dos participantes, nos hotéis’’, contou.
Entre os expositores, a satisfação também era visível. ‘‘Viemos com o objetivo de vender R$ 15 mil, e conseguimos’’, afirmou Francisco Antonio Rodrigues, da Bello Instrumentos Odontológicos. Seu sócio, Júlio César Benis, explicou que há nove anos participam de todos os encontros e congressos promovidos pela Associação Brasileira de Odontologia, e este supreendeu pelo número de pessoas participando, já na primeira edição.
Ormísio Romeu de Souza, diretor comercial da Equipomaster, já contava com boas vendas, tanto que comprou 10 estandes (90 metros quadrados) na feira do congresso, montada no Ginásio de Esportes do Colégio Marista. O forte da empresa são equipamentos e acessórios para consultório de última geração, mas entre os estandes foram montados laboratório para conserto de equipamentos, salas vip e de apoio, assistência técnica e estande de livros.
A Equipomaster levou para a feira novidades como a anestesia eletrônica direcionada, onde o próprio paciente controla a dose de anestésico, através de um monitor; o microabasão a ar, que permite restaurações sem uso da caneta de alta rotação; e o óculos virtual que, acoplado ao videocassete ou aparelho de TV, permite que o paciente enfrente o tratamento assistindo a clipes ou filmes relaxantes. ‘‘Só não recomendamos filmes de terror’’, brincou Ormísio.
O proprietário da Odonto-ar, que representa a Kavo do Brasil (multinacional alemã que fabrica equipamentos odontológicos) em Londrina, Ademir Gregório Domingos, tinha a expectativa de vender mais quatro equipamentos no dia de ontem. ‘‘Aqui também as pessoas deixam para comprar na última hora.’’
Mesmo trabalhando com produtos com preços entre R$ 7.500,00 e 22.000,00, Ademir disse que as vendas foram boas. ‘‘Fiquei surpreso com o número de participantes. Acho que daqui para a frente o evento vai ficar cada vez melhor.’’
Para o proprietário da Dental Mauritâmia, Mauro Calixto, mais do que vender bem, a participação no congresso foi importante para divulgar o nome da empresa regional e nacionalmente. ‘‘Aumentamos nossas divisas’’, afirmou, ainda desconhecendo o quanto havia vendido durante o evento.Público de quatro mil inscritos também superou expectativas dos organizadores do Congresso Mundial de Odontologia, em Londrina
Dorico da SilvaSUCESSOEstandes montados no pavilhão de exposição comercializaram cerca de US$ 1 milhão: de equipamentos a acessórios de última geração

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