Será realizado em Salvador (BA), no início de maio, o 10º Congresso Mundial de Reprodução Humana, que acontece de três em três anos e pela primeira vez no Brasil. O médico ginecologista de Londrina, João Fernando Góis, é integrante da comissão científica que organiza o temário nacional de palestras, mesas redondas, debates e painéis a serem apresentados no evento.
A previsão é de que cerca de quatro mil médicos, bioquímicos, assistentes sociais e sociólogos, entre outros profissionais ligados à reprodução humana, participem do congresso, que contará com a presença do médico vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1977, Andrew Schally. ‘‘Esta é uma oportunidade ímpar para os brasileiros se reciclarem, se aperfeiçoarem e manterem contato com o que há de mais avançado nesta área da ciência médica’’, afirma Góis.
Segundo previsão dele, dezenas de médicos e outros profissionais londrinenses deverão participar do evento na capital baiana. O congresso será presidido pelo doutor em reprodução humana Elsimar Coutinho, atualmente um dos cientistas brasileiros mais respeitados no exterior.
Entre as novidades a serem apresentadas pelos pesquisadores estão o DIU que além de evitar a gravidez suspende a menstruação, os implantes que evitam a tensão pré-menstrual, as novas técnicas de fertilização assistidas, e a reposição hormonal para homens.
Também serão debatidos temas como métodos de reprodução humana do futuro, impotência e Aids. O congresso inclui ainda na programação temas polêmicos como o uso de clones e o xenotransplante, com órgãos de animais modificados para serem utilizados pelo ser humano.

mockup