Duzentos e cinquenta pacientes carentes do Hospital de Clínicas de Curitiba estarão recebendo, na próxima semana, tratamentos e cirurgias dermatológicas sofisticadas, totalmente de graça.
Eles serão selecionados, entre diversos voluntários, para participar de demonstrações que serão feitas por especialistas na área, durante o 11º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica. Com início marcado para o próximo dia 14, o encontro, que deverá reunir cerca de 800 dermatologistas de todo o país e também do exterior, segue até o dia 18, no Centro de Convenções de Curitiba e nas próprias instalações do hospital. A idéia é mostrar as últimas técnicas em tratamentos tanto estéticos como médicos.
‘‘Vamos empregar tratamentos de ponta como o laser’’, conta o professor de cirurgia dermatológica da UFPR, Jesus Rodriguez Santamaria. ‘‘Equipamentos caros, dos quais nem mesmo o hospital dispõe, atendendo a pessoas que jamais teriam condições de pagar pelo tratamento’’.
Segundo Santamaria um dos maiores problemas hoje, que impede a popularização dos tratamentos dermatológicos, é justamente o preço, não só dos equipamentos como dos medicamentos utilizados. Para exemplificar ele cita o caso do ‘‘Botox’’.
‘‘Ele é o mais novo método para eliminar rugas. Uma verdadeira moda entre quem pode pagar’’, explica ele. ‘‘Mas jamais seria acessível a um usuário do SUS. Só a ampola do medicamento custa R$ 500,00’’.
Durante o congresso, as aulaspráticas resolverão problemas estéticos e cirúrgicos como rugas, marcas de expressão, pintas, implantes capilares e câncer de pele. E para isso, além do botox, serão utilizadas outras técnicas como a do peeling, a eletrocirurgia, o laser e a terapia fotodinâmica.
‘‘As pessoas, tanto homens quanto mulheres, buscam uma aparência mais jovial, ao mesmo tempo em que não querem submeter-se a uma cirugria plástica’’, explica Santamaria.‘‘Por isso estaremos dando ênfase para tratamentos como o da terapia fotodinâmica. Com uma fonte de luz, reagindo sobre um medicamento passado sobre a pele é possível, sem cortes e cicatrizes, destruir tecidos. E nada melhor do que mostrar isso diretamente nos pacientes’’.

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