Congresso expõe deficiências
Áureo Nogueira
O 1º Congresso Mundial de Odontologia, que será aberto amanhã em Londrina, esquenta o comércio local, mas expõe a precária estrutura para receber este tipo de evento. De acordo com os organizadores, até ontem já haviam sido registradas mais de 2.500 inscrições. A projeção aponta para cerca de 4 mil congressistas.
No que depende da organização, está tudo pronto e acabado para a realização do congresso mundial. Entretanto, enfrentamos dois graves problemas: a insuficiência do número de leitos oferecido pela rede hoteleira e o fechamento do aeroporto, além de grande dificuldade de comunicação por conta das mudanças no sistema de discagem a distância, destaca Wilson Trevisan Júnior, diretor de imprensa do evento.
Alguns dos principais hotéis já se encontram com as reservas esgotadas para o período do congresso - de amanhã a sábado. Outros dispõe de menos de 30% dos leitos. Os congressistas que chegarem na última hora não poderão escolher o local de hospedagem. Muitos terão de se alojar em cidades próximas, como Cambé, Rolândia e Arapongas. Há, até, a hipótese de utilização de motéis. Lamentavelmente, Londrina ainda não dispõe de uma rede hoteleira com capacidade para receber grandes eventos, aponta Trevisan.
O diretor de imprensa do congresso teme que o fechamento do aeroporto por causa do mau tempo, registrado desde sábado, impeça que muitos congressistas (participantes e até conferencistas) cheguem à cidade ou sejam obrigados a completar a viagem via terrestre.
No ano passado, especialmente durante o inverno - período em que chega a ser constante o mau tempo - foi muito discutida a necessidade de dotar o aeroporto com equipamentos que reduzam o tempo de suspensão dos vôos. Mas outro ano se passou e o problema continua, disse Trevisan.
Ele aponta outra deficiência da cidade para a realização de grandes eventos como o Congresso Mundial de Odontologia. Não dispomos de um lugar adequado. E o centro de eventos em construção também não vai resolver o problema, pois será um centro de exposições, como o Parque Anhambi, em São Paulo, ou mesmo o Expoara, de Arapongas, detalha, explicando que o congresso de odontologia vai necessitar de vários auditórios, com capacidade de pelo menos 250 lugares cada um.





