Congresso em Curitiba debate mortes por câncer no útero
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quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Andréa Lombardo<br> De Curitiba 
O Brasil tem o maior índice no mundo de mortes de mulheres por câncer de colo do útero. Todo ano, a doença mata aproximadamente 250 mil pessoas. Precupados com os números de mortalidade, cerca mil médicos de todo o País estão reunidos em Curitiba, no 12º Congresso Brasileiro de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, para discutir métodos de diagnóstico e tratamento desse tipo de câncer.
Para a médica Rita Zanine, coordenadora do evento, o maior problema é a falta de informação. ''Apenas 7% das mulheres brasileiras fazem o exame preventivo'', informa. O método mais comum e eficiente de diagnóstico é o chamado Papanicolau, em que se colhe material do útero.
Rita Zanine defende a ampliação dos ''programas de rastreamento'' pelos órgãos de sa© úde pública, para estender a prevenção ao maior número possível de mulheres. ''Elas precisam saber que todo ano deve ser feito o exame preventivo'', alertou.
A médica explica que 100% dos casos de câncer de colo do útero têm cura e dispensam a ''mutilação'' (cirugia de retirada do útero), desde que diagnosticados na fase pré-invasiva (inicial). Cerca de 95% dos casos da doença são causados por lesões infecciosas como a provocada pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano). O tabagismo também é apontado como uma das causas.
De acordo com Ria Zanine, Curitiba é a capital que apresenta o melhor índice de mulheres que fazem o preventivo do câncer. Cerca de 60% da população feminina, segundo ela, têm acesso ao exame.
O programa municipal ''Viva Mulher'' faz a prevenção gratuita em 94 unidades de sa© úde. No primeiro semestre deste ano foram realizados 58,2 mil exames, com a detecção de 1,6 mil alterações. Em apenas 30 mulheres houve confirmação do câncer. Dados da prefeitura mostram que o número de mortes vem diminuindo. Em 1998, foram 104; em 99, baixaram para 80; e no passado 66.


