Congresso discute importância do lazer
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terça-feira, 06 de outubro de 1998
Adriana Ribeiro e Marcos Freitas 
Curitiba sedia, a partir de hoje, um evento inédito sobre a Síndrome de Down. Trata-se do primeiro congresso que enfoca o lazer e a recreação junto com aspectos da doença. O 1º Congresso Internacional Sobre Desporto, Recreação, Arte e Dança Para Síndrome de Down (Cidadown) vai reunir profissionais da área do Brasil, Equador, México e Argentina, que estarão trocando experiência e discutindo sobre a importância do esporte, da dança e das artes no desenvolvimento das pessoas que apresentam a síndrome.
Segundo Ricardo Battisti Archer, idealizador do congresso, essa é a primeira vez, em todo o mundo, que isso acontece. Até então os encontros de profissionais tiveram apenas o cunho patológico e pedagógico. O lazer, a arte e o desporto foram sempre deixados de lado, diz.
Professor de Educação Física e psicólogo, Archer afirma que é melhor a criança Down colocar um calção e cair na piscina do que ficar presa em consultórios. Atividades ajudam no desenvolvimento psicomotor e psicossocial, explica. Além disso, o professor afirmou que as brincadeiras são uma oportunidade de popularizar o Down, fazendo com que ele possa se integrar harmonicamente na sociedade, o que ajudaria eliminar os preconceitos que existem hoje, comenta.
O 1º Cidadown começa hoje, a partir das 14 horas, e até sexta-feira terá quatro cursos: Treinamento de Natação, Dança Clássica, Ensino da Natação, Jogos Recreativos.
Para realizar o 1º Congresso Internacional Sobre Desporto, Recreação, Arte e Dança para a Síndrome de Down, o professor Ricardo Archer encontrou dificuldades. A pouca ajuda da iniciativa privada e os vários nãos que recebeu durante os pedidos de patrocínio quase cancelaram o evento. Ele reclama também da falta de interesse das pessoas de Curitiba. Segundo ele, as inscrições da cidade não passaram de 15. Parece que o assunto é pouco valorizado aqui, diz.
Um dia depois de encerrado o Cidadown, terá início, também em Curitiba, o 1º Campeonato Mundial de Natação para Síndrome de Down. O evento reune 92 atletas do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro.


