Congresso discute ensino à distância
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quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Kraw PenasCosta: Queremos antecipar a tecnologia que vem por aíA informática aplicada ao ensino - inclusive à distância - centraliza o debate no 3º Congresso de Educação, Diversão e Informática (Edutec), aberto ontem no Centro de Negócios do Sebrae, em Curitiba. Também queremos antecipar a tecnologia que vem por aí, não a que já está disponível, afirma o coordenador do encontro, Luiz Carlos da Costa. Cerca de 280 pessoas participam do evento, que ainda inclui uma feira com 40 expositores.
O Centro Internacional de Tecnologia de Software está no congresso para lançar um projeto. Vamos consolidar Curitiba como um centro de excelência em software educacional, já que o Paraná responde atualmente por 42% dos programas do setor, avisa a gerente da área de educação continuada do Cits, Eliane Díppolito.
Dentro da proposta do congresso, uma das tecnologias a serem discutidas é a videoconferência pelo sistema de Rede Digital de Serviços Integrados. A chamada RDSI vai ser lançada hoje à tarde, quando está prevista uma interligação entre os participantes do encontro com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis; a Universidade do Porto, em Portugal; e a empresa Picture Tell, de Nova York (EUA).
Segundo o engenheiro Zuriel Siqueira Raasch, da Telepar, as videoconferências utilizam minicâmeras, aparelhos de televisão e teclados de controle, tudo ligado a um supercomputador que processa 64 mil bytes por segundo. Isso permite que a comunicação, com a transmissão de imagem, aconteça em tempo real e não quadro a quadro. Trata-se de uma parceria nossa com a empresa Equitel que vai contribuir bastante para o ensino à distância, diz Siqueira.
A Telepar vai investir em outra ferramenta muito usada no ensino à distância: a Internet. O objetivo é estender a rede de telefonia a 17 localidades do Paraná para facilitar o acesso dos internautas a um custo bem mais baixo. Um usuário de Colorado (região Noroeste), por exemplo, não precisaria utilizar um provedor de Londrina para acessar a Internet, explica Siqueira, que atua no departamento de negócios da estatal.


