Congresso discute avanços no diagnóstico do câncer de mama
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de setembro de 1998
Edna Mendes 
Cerca de 1,2 mil médicos da América Latina, Europa e Estados Unidos, especialistas em câncer de mama, estão participando desde ontem, em Foz do Iguaçu, do 11º Congresso Brasileiro de Mastologia que acontece até o dia 24 no Centro de Convenções do Hotel Bourbon & Tower. Os principais temas do evento são diagnóstico por imagem através de mamografia digital, marcadores tumorais e estudos genéticos.
O congresso está sendo promovido pela Sociedade Brasileira de Mastologia com a finalidade de atualizar os profissionais sobre os avanços tecnológicos e químicos no combate ao câncer de mama e ainda, discutir estudos inovadores sobre o diagnóstico precoce da doença.
Também participam cirurgiões plásticos, oncologistas e radiologistas. Ontem à noite, o doutor em mastologia José Aristódemo Pinotti, de São Paulo, abriu oficialmente o evento com a palestra sobre Um modelo de detecção e controle de câncer de mama para o Brasil.
Segundo o presidente da comissão executiva do congresso, o mastologista Sérgio Bruno Hatschbach, o fator mais importante para se obter a cura do câncer de mama está no tratamento de lesões não palpáveis, descobertas através de diagnótico por imagem ou de exames genéticos. Os novos aparelhos com imagens de melhor qualidade têm possibilitado o diagnóstico de tumores cada vez menores. A mamografia digital, por exemplo, proporciona o diagnóstico diferenciado de uma lesão benigna ou maligna. Já os exames genéticos facilitam na prevenção da doença, explicou.
As cirurgias reconstrutoras e os tratamentos convencionais do câncer de mama também serão debatidos no congresso. De acordo com Hatschbach, as mastectomias (retirada da mama) estão sendo substituídas pelas cirurgias conservadoras, onde são removidas apenas a parte lesionada da mama. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e menor for o tumor, menos agressivo será o tratamento, frisou.
Durante o congresso serão apresentados 300 trabalhos inéditos de pesquisa que concorrerão a prêmios. A Escola Européia de Oncologia também irá realizar cursos paralelos com professores convidados da Inglaterra, Uruguai, Itália, Estados Unidos e Chile.


