Congresso debate estética do sorriso
Congresso debate estética do sorriso
Marccio W. Varella
Marcos NegriniAdemar Batista, da Associação Maringaense de Odontologia: Atendimento no Paraná é eficiente
Cerca de mil professores, dentistas e estudantes de todo o País iniciaram ontem em Maringá um debate sobre a estética do sorriso. O 2º Congresso Internacional de Odontologia, promovido pela Associação Maringaense de Odontologia (AMO) e Universidade Estadual de Maringá (UEM), está oferecendo oito cursos, dos quais dois com professores estrangeiros, além de fóruns clínicos para discutir até domingo casos ligados à estética.
O professor italiano Mauro Fradeani profere palestra domingo sobre os aspectos estéticos na Periodontia; o professor da Universidade de Baylor, Texas (EUA), Edward Allen, falou ontem e volta a debater hoje a cirurgia plástica periodontal com finalidade estética.
O professor norte-americano defendeu a odontologia preventiva para as crianças, como forma de evitar que enfrentem problemas quando se tornam adultas. Lá nos EUA é difícil ver cáries em adolescentes. Há 30 anos iniciamos um processo de fluoretação da água que reduziu o número de cáries a quase zero, informou.
O presidente da AMO e coordenador do encontro, Ademar Batista de Melo Jr, concordou com o expositor americano e disse que em Maringá a entidade que preside atende cerca de 600 pacientes por mês e faz campanhas de prevenção anuais para crianças carentes. Ele disse também que o atendimento odontológico à população de baixa renda é eficiente no Sul do País e ineficiente no Nordeste. Mas aqui no Paraná muita gente deixa de ir ao dentista por um problema cultural. De um modo geral, o brasileiro só vai ao dentista quando o dente começa a doer.
O dentista Seihatiro Shikasho, participante do congresso, disse que o atendimento à população de baixa renda no Brasil é precário. Mas o dentista hoje está preparado para dar um bom atendimento; só não tem os meios ainda. Hoje, no Brasil, tem bons dentes que tem poder aquisito. O dinheiro da CPMF deveria melhorar este aspecto da saúde no País, mas não sei para onde este dinheiro está indo. A estudante Giovana de Almeida César, 22 anos, de Umuarama, afirmou: Quem sustenta os dentistas particulares é a classe média.





