Curitiba - Procedimento em destaque no Brasil, com um número cada vez maior de médicos buscando especialização, a cirurgia torácica passa por um processo de interiorização. Centros de atendimento públicos e particulares oferecem técnicas de transplantes de pulmão, tratamento de traumas, correção de deformidade torácica e outros, em diversos municípios brasileiros.
O assunto foi discutido no XVI Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, realizado no final de semana em Curitiba, que reuniu especialistas nacionais e internacionais. Além do Paraná, têm destaque na técnica São Paulo e Rio Grande do Sul, no transplante de pulmão, assim como Minas Gerais e Rio de Janeiro, que começam a se especializar na área.
''A cirurgia torácica no Brasil vem crescendo. Temos profissionais capacitados, com formação dentro e fora do Brasil'', afirma o cirurgião João Carlos Thomson, da Universidade Estadual de Londrina. Para ele, a qualidade dos profissionais expande o atendimento no País. ''A interiorização leva para a população a possibilidade de um tratamento adequado, mais atualizado. Temos vários centros de referência, não precisa ir a Curitiba.''
No Paraná, centros de atendimento especializado oferecem a técnica em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Na Capital, os hospitais Universitário Cajuru e a Santa Casa são referência nos procedimentos de correção de deformidade torácica, que já registraram mais de 300 cirurgias.
Os casos mais comuns de deformidade torácica são o Pectus Excavatum, o ''peito de sapateiro'' (depressão do osso esterno e cartilagens costais inferiores), e o Pectus Carinatum, conhecido como ''peito de pombo'' (proeminência do esterno). A estimativa é que um entre mil adolescentes tenha o problema. Além de complicações pulmonares e cardíacas, os especialistas alertam para problemas psicológicos. A deformidade prejudica a autoestima e afasta os adolescentes de atividades que exponham o tórax.

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