Congresso de ufologia reune 250 especialistas e curiosos
Maigue Gueths
Quando tinha nove anos de idade, o argentino Dante Franch teve uma experiência que mudaria a sua vida. Era uma noite estrelada, de céu claro. Ele e mais 200 crianças cantavam em volta da fogueira à beira do lago Perito Moreno em San Carlos de Bariloche, na Patagônia, em um acampamento da igreja. De repente, atônitos, viram no céu um objeto enorme, iluminado, se aproximar e parar sobre o bosque em frente. Tinha uns 80 metros de diâmetro, era muito luminoso, meio laranjado com dourado. Ficou ali umas cinco horas, conta Franch, que veio a Curitiba participar do XIX Congresso Brasileiro de Ufologia Científica e da VIII Conferência Internacional de Ufologia, que está sendo realizado até este domingo no edifício Castelo Branco.
Aproximadamente 250 participantes estão inscritos, como conferencistas - fazendo seus relatos de experiências vividas com objetos voadores não identificados - ou como ouvintes. Serão diversos testemunhos de abduzidos (que estiveram dentro de naves) ou pessoas que adquiriram conhecimentos tecnológicos em contatos e relatos de pesquisadores. O italiano Giorgio Bongiovanni é um dos mais esperados. Ele tem chagas por todo o corpo, adquiridas após experiências ufológicas e paranormais.
Desde que viu aquele objeto, há 38 anos, no céu da Patagônia, Franch nunca mais parou de ter contatos com extraterrestres. A última vez foi no dia 12 de dezembro do ano passado no Panamá. Ele conta que já foi levado três vezes para dentro de naves. No dia 28 de janeiro de 1980 eu estava em casa, trabalhando, quando comecei a sentir toda minha pele coçando. Meu corpo foi subindo e fui carregado até a nave. Ali estavam duas mulheres e um homem, do tamanho da gente, de cabeça e olhos grandes, nariz e boca pequenos, uniforme branco com dourado. Eles só falavam telepaticamente. Disseram para eu não ter medo e fizeram uma espécie de exame médico comigo, sem me tocar, conta. Segundo ele, os extraterrestres seguem a evolução dos seres humanos antes mesmo de nascerem e escolhem para serem contatadas as pessoas com elevado nível vibratório e com energia psico-espiritual.
Outra palestra esperada, ontem, era do engenheiro, terapeuta e paranormal, Paul Louis Laussac, de Minas Gerais, que desenvolveu 22 aparelhos com tecnologia extraterrestre. Os aparelhos foram ditados por seres do meu planeta, diz. Ele conta que veio do planeta Epsilon Eridane, localizado a 10,7 anos luz da terra entre as constelações Cirus e Tau Ceti, e que encarnou no corpo de uma criança de 3 anos, há 54 anos. Mas este ano o pessoal do meu planeta já prometeu que eu estou indo embora, diz.





