Termina hoje, em Londrina, o 3º Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial, que reuniu durante quatro dias cerca de 700 profissionais de educação, fisioterapia, serviço social, psicologia, fonaudiologia e medicina, entre outros. Os profissionais participaram de 35 cursos diferentes e apresentaram cerca de 240 trabalhos acadêmicos.
O objetivo do encontro, com o tema ‘‘Os novos rumos da Educação Especial’’, foi principalmente discutir a inclusão das pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais em classes regulares. Enfatizar a importância do trabalho conjunto de profissionais da educação e da saúde no atendimento ao portador de necessidades especiais também foi objetivo do congresso.
‘‘A filosofia inclusiva não é um assunto novo, é uma recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas) dar igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, e uma resolução do MEC (Ministério de Educação e Cultura), que as pessoas com necessidades especiais sejam incluidas nas escolas regulares’’, afirmou a coordenadora-geral do evento e docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria Cristina Marquezine. A grande preocupação dos profissionais que atendem os portadores de necessidades especiais é garantir a qualidade do ensino, exigindo para isso a formação universitária do professor.
O convívio entre estudantes e portadores de deficiências, proporcionado pelo ensino conjunto, é elogiado pelos especialistas. ‘‘É bom para todo mundo: crianças não desenvolvem preconceito e os deficientes aprendem com os relacionamentos’’, disse Maria Cristina.

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