Londrina - Velho conhecido dos moradores da zona norte de Londrina, o congestionamento é motivo de muita dor de cabeça, irritação e atraso. Um exemplo de onde isso acontece frequentemente é na Avenida Saul Elkind, no cruzamento com a Rua Coletor Anísio Ribas Bueno, e também nas vias de acesso aos jardins São Jorge, Maria Celina e Vista Bela. O vendedor Leandro Lima, de 25 anos, trabalha na Coletor Anísio Ribas Bueno e confirma: "Quando dá 17 horas começa. Daí pra frente só vai piorando. Quem sai do São Jorge ou do Maria Celina sofre. Tanto na hora que vai trabalhar, como na volta."
Já o cruzamento da Avenida Giocondo Maturi com a Rua André Buk é referência para os moradores do Jardim Padovani. O problema é que os acidentes no local são constantes. O comerciante Lindomar Alves, de 43 anos, é testemunha dos riscos. "Senhoras com sacolas e crianças ficam muito expostas ao movimento intenso e infelizmente os acidentes acontecem. Os clientes dos supermercado vêm do Maria Celina, São Jorge, Cafezal e a gente se preocupa. Na época de eleição, é só promessa, depois é assim. Só espero que mais famílias não sofram para eles melhorarem porque já morreu gente bem aqui na frente", disse.
A vendedora autônoma Lourdes Maria do Espírito Santo, de 57 anos, que mora no Residencial Vista Bela há três anos, considera o trânsito da região "bastante confuso". "Nesse período, aumentou muito o fluxo de carros e motos. Nos acidentes, já vi perna quebrada, bacia e já passou da hora do local receber melhorias", reclamou.
Segundo o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Hemerson Pacheco, o órgão está acompanhando os pontos descritos (entre outros da região norte) para repassar um estudo ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) sobre as necessidades de adequações averiguadas. Quanto às infrações, aponta ele, a fiscalização é realizada na zona norte assim como em outras regiões da cidade e, no caso de irregularidades flagradas, os agentes autuam os infratores.
O diretor de Trânsito do Ippul, João Ulisses Lopes, disse que não há nada programado. "O ano para nós ainda está começando. Não tenho nada programado e não tenho conhecimento sobre esses problemas. Preciso ir ao local, fazer uma contagem de veículos e mandar o pessoal lá. É possível fazer uma vistoria."

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