Fiscalização realizada no Terminal Central de Londrina na tarde de ontem resultou em apreensões e muita reclamação por parte dos ambulantes. Sete fiscais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), com apoio de dois policiais militares, recolheram doces, cigarros supostamente contrabandeados e bebidas alcóolicas.
Os ambulantes alegam que há um ano solicitaram na CMTU alvarás para trabalhar no terminal ou em algum outro local próximo. Como o comércio dentro do terminal é proibido, teria sido feito um acordo para que trabalhassem do lado de fora, na Rua Benjamin Constant, próximo aos carrinhos de lanche.
Fabiane Cristina Soares, vendedora de doces, afirma que deveriam ser feitos carrinhos padronizados e a CMTU teria informado que os alvarás sairiam em 30 dias. Enquanto isso, os ambulantes poderiam trabalhar do lado de fora do terminal.
Os ambulantes afirmam que os lancheiros não aceitaram a proposta e eles retornaram para dentro do terminal nos finais de semana, quando não havia fiscalização. Um ano depois, os pedidos de alvará foram indeferidos.
O que causou mais reclamação dos ambulantes foi o jeito como a fiscalização foi realizada. Aparecida Garcia Bena, 67 anos, disse que tinha sido empurrada pelos fiscais e teve sua bolsa rasgada durante a ação. Seu marido, José Bena Sobrinho reclamou que estava passando com um carrinho de sorvetes, que foi apreendido.
A CMTU, por meio da assessoria de imprensa, informa que é proibido o comércio dentro do terminal. Na área externa também não há nada programado. Ainda segundo a companhia, as fiscalizações vão continuar e não houve excesso por parte dos fiscais, o que poderia ser comprovado pelas câmeras de segurança lá instaladas.
Ontem também houve uma ação no Lago Igapó I, próximo à barragem. Foram apreendidos carrinhos de sorvete, de espetinho, entre outras mercadorias. Segundo a CMTU, os carrinhos podem circular pela cidade, mas não ficar parados em um ponto. A assessoria não tinha mais informações sobre a liberação dos alvarás.

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