Confusão na igreja: todo mundo queria sair na foto
Luiz Juliani coleciona histórias curiosas e engraçadas, que ainda hoje não cansa de contar. Uma delas aconteceu na década de 50, na antiga Catedral de Londrina, logo após um casamento. Os parentes e amigos dos noivos, todos pequenos sitiantes da região, se aglomeravam em frente à igreja. O falatório era grande e a confusão generalizada. O tumulto só acabou quando ele chegou ao local, para fotografar os noivos. A figura do fotógrafo era ilustre na época e merecia respeito.
Mas a intenção de registrar uma fotografia do casal em frente à porta da igreja, logo abaixo da imagem do Cristo, não deu certo. Todo mundo - familiares e convidados - queria aparecer no retrato de qualquer maneira, e disputava entre empurrões, quase a tapa, um espaço atrás do casal.
A cena virou pastelão quando Juliani tentou limpar o fundo da fotografia para que aparecesse só os noivos. Com a cabeça encoberta pelo pano preto e segurando a máquina de tripé com as duas mãos, ele andava de um lado para o outro, e pedia para que os noivos o acompanhasse. O convidados não se faziam de rogados e seguiam o movimento, como num balé mal ensaiado. Irritado, o lambe-lambe desistiu da foto tradicional e pediu para que os noivos se dirigissem para a porta lateral da igreja, longe da presença dos parentes e amigos. Antes porém, não resistiu e chamou a turma do balé de bichos do mato.





