Uma confusão na hora de votar emendas levou os vereadores de Umuarama a suspender terça-feira à noite a votação do projeto que regulamenta o serviço de moto-táxi na cidade. O vereador Eduardo Melo (PFL) pediu vistas por 5 dias para que as modificações propostas nas 11 emendas apresentadas sejam melhor discutidas.
Apesar de aprovada, a proposta do vereador Marcelo Nelli (PPB) para votação global das emendas deixou alguns vereadores confusos sobre o que estariam votando. Depois de muita discussão, o autor do projeto decidiu pedir vistas. Na primeira votação, já haviam sido apreciadas 12 emendas.
Desde que o serviço começou, há quatro meses, já surgiram pelo menos 18 empresas de moto-táxi em Umuarama. Estima-se que existam quase 200 motocicletas em circulação. O transporte em motos, que já chegou a ser proibido pela Justiça em fevereiro e depois liberado, é feito sem nenhum controle. Os próprios motoqueiros denunciam a existência de muitas irregularidades como transporte de crianças, pilotos sem habilitação e até menores trabalhando por conta própria.
Os donos de empresas aceitaram bem as normas de funcionamento e segurança a serem criadas. Dono da empresa Moto-Táxi J.B., Roberto Alves, criticou apenas a exigência de que as motos não tenham mais de cinco anos de uso. Uma das emendas sugere ampliar para oito anos a ‘‘idade’’ máxima das motos utilizadas no transporte. Outra emenda a ser votada proibe a exploração do serviço por motoqueiros autônomos. O projeto e as emendas voltam à discussão na sessão da próxima terça-feira.

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