Warren NabucoQueixaO vendedor Renato Porto e os filhos no colégio estadual Vicente Rijo: ‘Eles foram recebidos com brutalidade pelo diretor’Revoltado com o tratamento recebido pelos filhos menores por parte de um diretor do colégio estadual Vicente Rijo, o vendedor Renato Porto chamou a Polícia Militar para registrar denúncia contra a escola. Segundo o pai, o diretor-auxiliar José Marcos Cação teria agredido verbalmente o garoto Renato Soriani Porto, de 11 anos, além de expulsá-lo da escola, segurando-o fortemente pelo braço.
O problema ocorreu ontem, por volta das 11h30, quando o menino teria ido à escola dar um recado para a irmã Priscila Soriano Porto, 13 anos, aluna da 8ª série do Vicente Rijo. Renato Soriano Porto também é aluno da escola no período da tarde e estava acompanhado de uma outra irmã, Graziela Soriani Porto, 14 anos, estudante de outra escola.
Nem as crianças e nem o pai sabiam justificar a atitude do diretor auxiliar. Priscila arriscava um palpite: o irmão estava sem uniforme e teria entrado na escola sem pedir autorização.
‘‘Meus filhos foram recebidos aqui com brutalidade’’, indigna-se o vendedor. ‘‘Se a gente não formalizar uma queixa ele (Cação) vai continuar no cargo e tratando mal as crianças.’’
José Marcos Cação não quis falar à imprensa ontem. A diretora-geral do Vicente Rijo, Vera Akaishi, também não fez declaração a respeito do problema. ‘‘Ainda estamos tomando conhecimento do que aconteceu’’, justificou. O pai, as crianças e os diretores foram encaminhados para a 10ª Subdivisão Policial para formalização da denúncia.
Ao depor no 1º Distrito Policial de Londrina, o diretor José Marcos Cação negou ter agredido o aluno. De acordo com o depoimento, o menor teria desacatado a funcionária da portaria da escola, que lhe teria pedido para informar onde ia. É norma da escola a exigência de identificação na portaria. Consta ainda do depoimento que, ao ser levado para o diretor, após desacatar a funcionária, o menor teria agredido o diretor verbalmente.
Desde o início das aulas, esta não é a primeira confusão registrada em colégios estaduais da Cidade. Na terça-feira, vários alunos tiveram que deixar as salas de aula do colégio estadual Hugo Simas, por estarem sem uniforme. A medida deixou pais revoltados.
Embora a atitude da escola contrarie orientação do Núcleo Regional de Educação, a direção do Hugo Simas alega que a obrigatoriedade do uso do uniforme foi aprovada pelo Conselho Escolar e está no regulamento interno do colégio. As camisetas que os alunos têm que usar no Hugo Simas são vendidas pela cooperativa da escola por valores que variam de R$ 1 a R$ 8,50.

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